Andreas Kisser diz que Sepultura encerra trajetória sem arrependimentos
Guitarrista falou sobre a turnê de despedida da banda durante coletiva no Rock in Rio Lisboa
Encerrar um projeto que marcou a história da música brasileira pode ser uma decisão difícil, mas, para Andreas Kisser, o fim do Sepultura ocorre no momento certo. A declaração foi feita no mesmo fim de semana em que a banda brasileira se apresentou no Rock in Rio Lisboa.
Com uma carreira internacional consolidada, o grupo realiza atualmente a turnê de despedida Celebrating Life Through Death, com apresentações na Europa.
"Não adianta falarmos 'agora está legal, vamos continuar'. Estaríamos enganando os fãs", afirmou o guitarrista, durante coletiva de imprensa no festival em Portugal. "Estamos muito tranquilos e com zero arrependimento. Trabalhamos muito duro para que pudesse acontecer dessa forma."
Andreas Kisser também disse que prefere não se concentrar no cenário atual do rock nem nos projetos dos irmãos Cavalera, fundadores da banda, com músicas do Sepultura. "O legado é você que escolhe, guarda ou leva para a frente. Por exemplo, o Motörhead, para mim, vai estar vivo pelo resto da minha vida. A banda não existe mais, mas, para mim, não morreu. O legado vai ficar comigo."
O músico avaliou ainda que o Sepultura preservou sua "integridade artística" ao longo dos anos, mesmo diante de pressões para incluir gêneros em alta nas músicas. "Muita gente orienta: 'Faz uma coisa mais pop, vai pro sertanejo, faz uma grana, depois você faz rock'. Nunca ouvimos isso porque nunca fizemos nenhuma concessão artística e não tivemos medo de chamar Carlinhos Brown para tocar berimbau em Roots, por exemplo", comentou.
É dia de rock em Lisboa
Neste domingo, 21, o Rock in Rio Lisboa tem o chamado "dia do rock", com shows do Sepultura, Linkin Park e outros artistas.
O Sepultura também se apresenta no Rock in Rio em setembro e fará o show derradeiro em novembro, em São Paulo.
*A repórter viajou a convite do Rock in Rio.