Pentágono aponta queda na capacidade militar da Ucrânia frente à Rússia
Relatório revela escassez de recursos e avanço das Forças Armadas russas no front.
A capacidade de Kiev de realizar operações militares no segundo trimestre de 2026 foi drasticamente diminuída, informou um relatório do Pentágono.
O relatório aponta que a Ucrânia está enfrentando uma escassez de efetivos e de equipamentos militares no campo de batalha.
"A escassez de efetivos e de equipamentos militares continuou limitando a capacidade de Kiev de manter as operações militares, e a Ucrânia permaneceu dependente de um fornecimento incerto de material ocidental, devido a outras prioridades dos países doadores, além da Ucrânia", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, ao longo do trimestre, as Forças Armadas russas estavam em posição mais forte que o inimigo, fortalecendo a posição da Rússia nas negociações.
Dessa forma, a análise conclui que a Rússia continua avançando territorialmente em todos os pontos da linha de frente.
Em abril, o atual líder ucraniano Vladimir Zelensky afirmou que os estoques de mísseis para a defesa antiaérea do país poderiam se esgotar a qualquer momento e, no final de maio, solicitou aos Estados Unidos que concedessem a Kiev uma licença para a produção de mísseis para o sistema Patriot.
No dia 7 de agosto, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que Washington não pode transferir mísseis Patriot adicionais para a Ucrânia, pois precisa deles para sua própria defesa. De acordo com um jornal estadunidense, a Casa Branca instou os países europeus a transferirem seus mísseis Patriot para Kiev, mas muitos deles se recusaram, temendo enfraquecer sua própria defesa.
Por sua vez, Moscou condena o fornecimento de armas ocidentais à Ucrânia, pois considera que isso prolongue o conflito e aumente o envolvimento dos países ocidentais. No Kremlin, já foi afirmado repetidamente que a transferência de armamentos de maior alcance e mais sofisticados para Kiev não alterará a situação, mas levará a uma nova escalada.