PLANEJAMENTO

Dia das Crianças (12): psicopedagoga dá dicas de como escolher o presente e a brincadeira ideal por idade

A psicopedagoga e educadora parental Carla Costa orienta optar por recursos lúdicos, jogos, desafios, brincadeiras, leitura, escrita e situações-problema, evitando o excesso de telas.

Por Antonio Anselmo / Assessoria de Imprensa Publicado em 01/10/2026 às 16:15
Dia das Crianças (12): psicopedagoga dá dicas de como escolher o presente e a brincadeira ideal por idade

Às vésperas do Dia das Crianças, celebrado no dia 12 de outubro, muitas famílias começam a pensar nos presentes para os pequenos. Para quem ainda está em dúvida, a dica é observar se a escolha desperta interesse e curiosidade, oferecendo possibilidades para a criança brincar, criar, experimentar e fazer descobertas.

Para Carla Costa, psicopedagoga e educadora parental, brincadeiras simples do cotidiano também são fontes de aprendizado e podem proporcionar experiências importantes. Jogos de encaixe e blocos de montar, por exemplo, permitem explorar formas, tamanhos, equilíbrio e relações espaciais. Já os quebra-cabeças mobilizam a atenção, planejamento e busca de estratégias para solucionar problemas. Outra opção é brincar de “faz de conta”, como brincar de escola, casinha, restaurante e supermercado, que abrem espaço para imaginação, linguagem e criatividade.

Com as crianças menores, Carla orienta experiências como ouvir músicas, cantar, contar histórias, além de explorar, com segurança, objetos com diferentes formas, sons e texturas, ampliando as possibilidades de descoberta. À medida que crescem, os interesses também mudam. Jogos de estratégia, cartas, jogos de tabuleiro, atividades artísticas, esportivas e de construção podem ser boas possibilidades, desde que façam sentido para aquela criança.

“Brincar é uma das principais formas de a criança conhecer o mundo, experimentar possibilidades e aprender. Quando ela monta, desmonta, inventa uma história, cria regras para uma brincadeira ou joga com outras pessoas, muitas habilidades estão sendo mobilizadas ao mesmo tempo. Por isso, mais importante do que procurar um brinquedo que ‘desenvolva’ determinada habilidade, é oferecer experiências variadas e espaço para que a criança explore, crie, faça escolhas e descubra o que consegue fazer”, orienta Carla.

Na escolha de um presente, a recomendação da especialista é levar em conta os interesses, as características e o desenvolvimento de cada criança, considerando a indicação etária indicada pelo fabricante. Livros, material para desenho e pintura, instrumentos musicais infantis, jogos de tabuleiro, brinquedos de construção e materiais esportivos são algumas possibilidades.

No caso de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a psicopedagoga destaca que não existe um brinquedo específico que seja adequado para todas. A escolha deve partir dos interesses, das necessidades e das características individuais da criança. Jogos, brincadeiras, livros, atividades artísticas e desafios podem ser utilizados para ampliar experiências e favorecer diferentes aprendizagens, respeitando o perfil de cada uma.

“Também é importante que o adulto não transforme toda brincadeira em uma atividade dirigida ou tente resolver tudo pela criança. Se ela está tentando encaixar uma peça, montar alguma coisa ou encontrar uma solução para um jogo, podemos observar e dar um pouco de tempo antes de intervir. Nem sempre ela precisa de uma resposta pronta. Tentar, perceber que não funcionou, mudar de estratégia e tentar novamente também fazem parte da aprendizagem. O adulto pode estar disponível para ajudar, mas sem retirar da criança a oportunidade de descobrir que ela também consegue encontrar caminhos”, destaca.

Para Carla, o Dia das Crianças pode ainda ser uma oportunidade para lembrar que presença e interação também fazem parte do brincar. Reservar um tempo para jogar, construir, desenhar, inventar histórias ou simplesmente acompanhar uma brincadeira pode ser tão significativo quanto o presente escolhido.