Inclusão na prática: equipe de enfermagem do HRPI promove acolhimento diferenciado a paciente com TEA
Atendimento humanizado garante segurança e respeito a jovem autista internada após fratura no Hospital Regional de Palmeira dos Índios.
Emilly Araújo, de 18 anos, sofreu uma queda da própria altura na última segunda-feira (26), resultando em uma fratura nos ossos do pé. Após atendimento inicial na UPA do Jacintinho, em Maceió, a jovem, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 2 de suporte, foi transferida para o Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI), onde passa por exames e recebe assistência diferenciada da equipe de enfermagem.
Apesar dos desafios que o TEA pode impor em atividades cotidianas, como a alimentação, a equipe multidisciplinar do HRPI adaptou o atendimento com paciência e empatia. O cuidado humanizado garantiu o respeito às particularidades da paciente em cada etapa do processo assistencial.
“Realidades diferentes exigem olhares atentos e sensíveis, aliados à adaptação do atendimento. O paciente com TEA precisa de agilidade dentro de sua classificação de risco, porque ambientes movimentados podem gerar desconforto ou recusa ao atendimento”, explicou a enfermeira Lysia Moura.
Na enfermaria, cada paciente apresenta características e necessidades singulares. Com esse olhar, a equipe conduziu todo o atendimento de Emilly com carinho, atenção e respeito, assegurando que ela se sentisse acolhida e segura durante todo o processo.
Para a jovem e sua família, o cuidado diferenciado transmite segurança e é fundamental para a recuperação. A mãe de Emilly, Quitéria Maria, destacou a importância do acolhimento paciente e do amor demonstrado pelos profissionais de saúde.
“É emocionante ver a equipe se colocar no lugar da minha filha, respeitar seus limites e se adaptar. Esse tipo de cuidado não se aprende só na técnica; se aprende na capacidade de amar”, afirmou.

Emilly permanece no HRPI, onde será submetida a cirurgia para correção da fratura. O caso reforça que, na unidade, o atendimento vai além dos procedimentos médicos: envolve olhar, escutar e acolher cada pessoa com dignidade, demonstrando que humanização, empatia e atenção individualizada são pilares essenciais para um cuidado de qualidade, capaz de respeitar a singularidade de cada paciente.