SAÚDE

Enfermeira do TJAL orienta sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama

Lilian Loureiro destaca sinais de alerta, orientações sobre mamografia e a importância do acompanhamento regular da saúde.

Por Redação com Dicom TJAL Publicado em 08/10/2026 às 15:33
Enfermeira do TJAL orienta sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama TJAL

Neste Outubro Rosa, a enfermeira Lilian Loureiro, da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV) do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), esclarece dúvidas e reforça a importância do acompanhamento de saúde.

Conhecer as próprias mamas, procurar atendimento ao perceber alterações e realizar os exames indicados são cuidados essenciais para a detecção precoce do câncer de mama.

Entre os sinais que merecem atenção estão o aparecimento de caroços nas mamas, principalmente quando endurecidos, fixos ou com crescimento progressivo; mudanças na pele, como retração, vermelhidão persistente ou aspecto de “casca de laranja”; e alterações no formato do mamilo.

Saída espontânea de líquido pelo mamilo, aumento progressivo de uma das mamas e nódulos nas axilas ou no pescoço também devem ser avaliados.

“É importante destacar que nem toda alteração significa câncer, mas qualquer sinal persistente ou suspeito deve ser avaliado”, afirma Lilian.

Segundo a enfermeira, a orientação é conhecer o aspecto e a consistência habituais das mamas, sem necessidade de seguir uma técnica rígida ou estabelecer uma data específica para o autoexame.

Mesmo sem alterações perceptíveis, a mulher pode precisar de mamografia. Utilizado no rastreamento, o exame permite identificar alterações antes que sejam percebidas ou palpadas.

A recomendação do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é realizar a mamografia de rotina a cada dois anos, entre os 50 e os 74 anos.

Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos também podem realizar o exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desde que recebam orientação profissional sobre os possíveis benefícios e riscos.

Entre eles estão resultados falso-positivos, que podem levar a exames adicionais, e a identificação de tumores que poderiam não causar problemas ao longo da vida.

Quando há um caroço ou outro sinal suspeito, porém, a situação exige investigação diagnóstica, independentemente da faixa etária. Nesses casos, a mulher deve procurar uma unidade de saúde para avaliação e encaminhamento.

O histórico familiar também influencia o acompanhamento. Vários casos de câncer de mama na família, especialmente em pessoas jovens, além de familiares com câncer de ovário ou câncer de mama masculino, podem indicar maior predisposição hereditária.

A avaliação deve ser individualizada. “Não existe uma única idade de início do rastreamento que seja adequada para todas as mulheres de alto risco”, explica Lilian. Por isso, o histórico familiar deve ser informado ao profissional de saúde.

Além da idade e da predisposição hereditária, fatores como excesso de peso após a menopausa, inatividade física, consumo de bebidas alcoólicas e uso prolongado de determinadas terapias hormonais podem aumentar o risco.

O SUS oferece avaliação clínica, mamografia de rastreamento e investigação de alterações suspeitas. Identificar a doença em estágios iniciais amplia as possibilidades de tratamento eficaz e pode reduzir os impactos físicos e emocionais para a paciente.

“O principal objetivo não é apenas descobrir o câncer, mas descobri-lo no momento mais oportuno para iniciar o tratamento”, ressalta Lilian.