Descoberta arqueológica revela poço romano e objetos inéditos em base militar na Alemanha
Escavações em Haltern trazem à luz itens do cotidiano legionário e evidenciam a sofisticação e adaptação dos romanos na fronteira do império
Uma equipe de arqueólogos identificou artefatos romanos raros, incluindo uma ânfora de vinho, uma colher de bronze, fragmentos de Terra Sigillata e uma cisterna de resfriamento de cerca de 2.000 anos, durante escavações na Alemanha, segundo o portal Arkeonews.
Durante as investigações na antiga base militar romana de Aliso, foram localizadas estruturas que possivelmente pertenciam a um quartel ou a uma casa do tipo átrio. Entre os achados, destaca-se um poço que teria funcionado como um sistema de refrigeração primitivo, utilizado para armazenar alimentos e bebidas.
De acordo com a publicação, "a escavação revelou não apenas restos estruturais, mas também objetos do cotidiano que esclarecem as rotinas domésticas dentro do acampamento. A colher de bronze e fragmentos de ânforas de vinho indicam o consumo de produtos importados — especialmente vinhos mediterrâneos — que eram transportados em grandes ânforas para as províncias fronteiriças do Império Romano", detalha o portal.
A descoberta de fragmentos de Terra Sigillata, uma cerâmica fina de esmalte vermelho conhecida como "terra estampada" devido às marcas dos oleiros, evidencia o alto padrão da cultura alimentar romana.
Os pesquisadores também encontraram peças de jogos e moedas, revelando aspectos do lazer e da vida econômica dos legionários que habitavam o local.
Um dos pontos mais intrigantes é a identificação do possível poço de resfriamento, utilizado para conservar alimentos perecíveis como queijo, carne, vinho e frutas, adaptado às condições locais com isolamento de palha ou areia.
O sítio arqueológico de Haltern, onde ocorreram as descobertas, pode ter sido projetado para esse tipo de armazenamento, reforçando a capacidade de adaptação dos romanos.
Além disso, foram localizadas trincheiras largas que podem estar associadas à chamada "demolição quente", prática dos romanos ao abandonarem acampamentos.
Segundo a publicação, o local permanece fundamental para compreender a presença romana no norte da Europa, e as descobertas ressaltam a engenhosidade e a capacidade de adaptação dos soldados do império em regiões de fronteira.