Leila Pereira critica STJD, compara julgamentos de Allan e Bruno Henrique e pede equilíbrio
Presidente do Palmeiras aponta tratamento desigual do tribunal, após manutenção da suspensão de Allan e adiamento do julgamento de Bruno Henrique, do Flamengo
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, criticou a atuação do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em julgamentos realizados nesta segunda-feira (data). Segundo ela, o adiamento do julgamento do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi injusto, especialmente porque, no mesmo dia, o meio-campista palmeirense Allan teve sua punição mantida e ficará fora do clássico contra o Santos, pelo Brasileirão.
"O Palmeiras sempre respeitou e seguirá respeitando as instituições, mas espera o mesmo respeito de volta. O que está acontecendo não é justo", afirmou Leila em comunicado à imprensa.
Em setembro, Bruno Henrique foi condenado a 12 jogos de suspensão e multa de R$ 60 mil. O recurso apresentado pelo Flamengo seria julgado nesta segunda, mas a sessão foi suspensa logo após o relator, Sergio Furtado, acolher parcialmente as apelações e sugerir a retirada da suspensão, mantendo apenas a multa, que poderia chegar a R$ 100 mil. Outro membro do tribunal pediu vista, alegando complexidade do caso; os votos serão retomados na quinta-feira.
"Um atleta é condenado por uma infração grave e joga normalmente por dois meses, inclusive fazendo gols e decidindo jogos. Aí, quando finalmente é marcado o novo julgamento, vota-se pela absolvição deste atleta e a sessão é adiada. Enquanto isso, o Allan, que era réu primário, pega duas partidas de suspensão por um lance de jogo e depois tem a punição ratificada pelo Tribunal em pouco mais de 15 dias. E tudo isso acontece em uma semana decisiva, quando já teríamos vários desfalques por conta da Data Fifa. Não queremos ser beneficiados, mas não aceitamos ser prejudicados", explicou a presidente do Palmeiras.
No caso de Allan, ele foi expulso na partida contra o Fluminense, em 23 de julho, pelo Brasileirão. O Palmeiras recorreu da punição, mas o STJD manteve a suspensão nesta segunda. O jogador já cumpriu uma partida de afastamento e não estará disponível para Abel Ferreira no clássico contra o Santos.
Para Leila, houve injustiça do STJD nos dois casos, desfavorecendo o Palmeiras. Por isso, ela cobrou tratamento igualitário aos clubes por parte da justiça desportiva.
"O Palmeiras espera que o STJD adote uma postura equilibrada, para que suas decisões não influenciem o curso de um dos campeonatos mais disputados dos últimos anos. Que o campeão seja decidido dentro de campo", concluiu Leila Pereira.
Além de finalistas da Libertadores, Palmeiras e Flamengo dividem a liderança do Brasileirão, com vantagem alviverde nos critérios de desempate, graças a uma vitória a mais. No próximo sábado, o Palmeiras enfrenta o Santos, às 21h, na Vila Belmiro, enquanto o Flamengo encara o Sport, às 18h30, na Arena Pernambuco.