Lucas Braathen conquista primeiro título do Brasil na Copa do Mundo de esqui alpino
Brasileiro faz história ao vencer etapa de Levi e leva o país ao topo do pódio pela primeira vez na modalidade
Pela primeira vez, a bandeira do Brasil foi hasteada no topo do pódio de uma etapa da Copa do Mundo de esqui alpino. O feito inédito foi alcançado por Lucas Pinheiro Braathen, que venceu neste domingo (data do evento) o slalom masculino em Levi, na Finlândia.
Filho de mãe brasileira e pai norueguês, Braathen, de 25 anos, já havia conquistado outras cinco vitórias na competição, todas representando a Noruega. Após um desentendimento com a federação norueguesa, o atleta fez uma pausa de um ano e, na última temporada, retornou às pistas defendendo o Brasil.
Na pista Levi Black, Lucas Braathen mostrou agressividade e técnica, completando a primeira descida em 54s13 — 0s41 à frente do francês Clément Noel, campeão olímpico em 2022, e 0s49 à frente do norueguês Timon Haugan, seu ex-companheiro de equipe. Na segunda descida, Braathen manteve o alto nível e fechou com o tempo total de 1min50s72, superando Noel por 0s31 e o anfitrião Eduard Haalberg, que completou o pódio, por 0s57.
“Estou colocando o meu coração. É um sacrifício muito grande, ser eu mesmo, do meu jeito. É um caminho duro a seguir. É uma vitória para mim, para meus amigos, para minha família e para o Brasil”, declarou Braathen, emocionado, após a conquista. O esquiador soma agora 18 pódios em Copas do Mundo — 12 pela Noruega e 6 já pelo Brasil.
O bom momento de Lucas Braathen acontece às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno, previstos para fevereiro em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália. A próxima meta do atleta é conquistar a primeira medalha olímpica do Brasil no esqui alpino, tanto no slalom quanto no slalom gigante.
Além do troféu e dos 47 mil francos suíços (aproximadamente R$ 313 mil) de premiação pela vitória na segunda etapa da temporada 2025/26, Braathen ganhou um presente especial: uma rena, tradicional da região, entregue pelo Papai Noel. O novo mascote recebeu o nome de Bjorn, em homenagem ao pai, maior incentivador do atleta.