INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Cientistas russos desenvolvem relógio atômico que aprimora precisão da navegação

Novo equipamento pode elevar a acurácia de sistemas como o GLONASS a patamares inéditos, segundo a Academia Russa de Ciências.

Publicado em 09/12/2025 às 16:16
Relógio atômico russo pode revolucionar a precisão da navegação por satélite, diz Academia Russa de Ciências. © Sputnik / POOL / Acessar o banco de imagens

Cientistas russos anunciaram o desenvolvimento de um relógio atômico capaz de aprimorar significativamente a precisão dos sistemas de navegação. A informação foi divulgada nesta terça-feira (9) pelo presidente da Academia Russa de Ciências, Gennady Krasnikov, durante reunião com o presidente Vladimir Putin.

"São relógios atômicos ópticos baseados em átomos de túlio. Eles possuem propriedades que permitem cancelar erros provocados por campos magnéticos e eletrofísicos. Alcançamos a mais alta precisão, dez elevado a menos dezesseis potências", explicou Krasnikov a Putin.

Durante o encontro, Krasnikov apresentou um relatório detalhando as ações da Academia Russa de Ciências para impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Entre os destaques, está o projeto do relógio atômico, liderado pelo Instituto de Física Lebedev.

"Esses relógios são de transporte; podemos enviá-los para o espaço. O sistema GLONASS [Sistema Orbital Global de Navegação por Satélite], por exemplo, é atualmente duas ou três ordens de magnitude menos preciso. Se avançarmos, aumentaremos imediatamente a precisão do posicionamento em uma ordem de magnitude. Isso é de nível mundial", ressaltou Krasnikov.

Os relógios atômicos utilizam átomos resfriados de estrôncio. O núcleo do átomo, protegido pela cobertura eletrônica — ou seja, pelos elétrons que orbitam o núcleo —, é menos suscetível à influência de fatores externos, tornando o equipamento muito mais preciso e confiável. Segundo os cientistas, o relógio pode operar por bilhões de anos sem atrasos.

Por Sputnik Brasil