FUTEBOL BRASILEIRO

Abel Ferreira admite má atuação, pede reforços e defende rodízio após derrota do Palmeiras

Técnico reconhece exibição ruim diante do Botafogo, aponta necessidade de reposições no elenco e justifica escalação alternativa como parte do processo de avaliação interna.

Publicado em 01/02/2026 às 23:20
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O técnico Abel Ferreira fez um diagnóstico direto após a derrota do Palmeiras para o Botafogo por 1 a 0, tratando o resultado como parte de um processo necessário para dar minutos aos jogadores menos utilizados. Segundo Abel, a partida serviu como avaliação interna do elenco.

"Passa, acima de tudo, em dar oportunidade para eles jogarem e nós observarmos e percebermos os jogadores que temos. Se eu não fizer isso agora, vou fazer quando?", questionou o treinador.

Sem buscar desculpas, Abel citou o contexto do jogo para explicar o desempenho abaixo do esperado, destacando especialmente as condições do gramado. "Não queria entrar por aí, porque começa a dar desculpas, mas é um fato... assumo responsabilidade de uma má exibição, num gramado ruim... um gramado péssimo para as duas equipes", afirmou, reforçando que o problema não foi exclusivo do Palmeiras.

Questionado sobre reforços e possíveis lacunas no elenco, Abel foi pragmático e indicou a necessidade de reposições após as recentes saídas. Sem entrar em detalhes, deixou clara a lógica: "Se houve saídas, tem que ter entradas", disse, ressaltando que o tema é tratado internamente, mas que ele "dá a cara" nas entrevistas.

Na mesma linha, ao ser questionado sobre a ausência de um articulador após a saída de Veiga, Abel respondeu com ironia e objetividade: "Feijão com arroz é bem simples... Não é preciso ser muito inteligente para perceber que jogadores precisamos. É fazer conta. Quem saiu?... é fazer contas", comentou, antes de retomar o foco na atuação da equipe.

O treinador também demonstrou compreensão com a impaciência do torcedor diante do repertório limitado apresentado na partida. "O torcedor é emocional... perdemos agora... eu entendo perfeitamente. A exigência que nos colocam é lutar por títulos", afirmou. Abel ainda insinuou incômodo com a arbitragem, mas evitou polêmicas: "Houve uma terceira equipe, mas... não é função minha... já levei nas orelhas por falar da arbitragem."

Na análise tática, Abel apontou como principal falha a falta de criatividade para quebrar o adversário e transformar domínio em chances reais. "Deu errado que não tivemos a capacidade de conseguir ultrapassar o nosso adversário, de ser criativo... Não fomos criativos o suficiente... Há lances que temos outras opções melhores", avaliou, reforçando sua responsabilidade pelo desempenho.

Por fim, o técnico buscou equilibrar as críticas ao citar a necessidade de construção e entrosamento da equipe, destacando as mudanças no time e a busca por maturidade. "Trocamos os 11 jogadores... Nem tudo foi mal, é verdade, apesar de termos feito uma exibição ruim... Lembro da oportunidade nos pés do Luighi... eficácia é determinante", concluiu. "Mais do que criar bodes expiatórios... a responsabilidade é minha."