Impasse entre Oscar e São Paulo adia rescisão e aposentadoria do meia
Negociação pela rescisão contratual envolve valores de luvas; decisão sobre aposentadoria aguarda definição entre as partes.
A negociação entre Oscar e São Paulo para a rescisão do contrato do meia está paralisada. Desde dezembro, após diagnóstico de um problema cardíaco, o jogador decidiu não retornar aos gramados. Embora não faça mais parte da folha salarial do clube, ainda restam pendências a serem resolvidas.
A expectativa é por uma rescisão amigável. O principal ponto de discussão são os valores de luvas, quantia paga pela assinatura do contrato. O acordo de Oscar era válido até o fim de 2027, prazo em que o São Paulo deveria quitar o valor. O meia, que chegou livre ao clube, teria direito a R$ 1,5 milhão pela assinatura.
Atualmente, clube e jogador negociam quanto desse valor será pago e de que forma. Como a rescisão ocorre dois anos antes do término do contrato, o São Paulo busca reduzir a quantia. Não há previsão para o desfecho das conversas.
A decisão pela aposentadoria foi tomada após um episódio de síncope vasovagal, quando Oscar chegou a desmaiar durante exames no CT da Barra Funda e precisou ser internado para monitoramento cardíaco.
Antes disso, o meia já estava afastado desde julho, após sofrer fraturas em três vértebras lombares. Oscar chegou a retornar aos treinos, mas foi novamente afastado.
Na ocasião, o São Paulo informou uma lesão muscular na panturrilha. Posteriormente, confirmou-se o diagnóstico de problemas cardíacos.
Ainda que a aposentadoria não tenha sido oficializada, ficou evidente que Oscar não atuaria mais quando o clube divulgou a numeração do elenco para a temporada: Marcos Antônio, ex-camisa 20, herdou a 8 do antigo companheiro.
Em sua segunda passagem pelo São Paulo, Oscar disputou 21 partidas, marcou dois gols e registrou cinco assistências.
Revelado nas categorias de base do clube, Oscar chegou a ser promovido ao profissional em 2008. Na época, com 16 anos, protagonizou uma batalha judicial para deixar o São Paulo, alegando ter sido coagido a emancipar-se para assinar contrato profissional.
Após a liberação judicial, Oscar assinou com o Internacional em 2010 e, no ano seguinte, tornou-se peça importante do elenco. Em março de 2012, o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo determinou a reativação de seu contrato com o São Paulo, impedindo-o de atuar pelo Internacional.
A situação foi revertida por liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e, em maio de 2012, o impasse foi encerrado com o pagamento de R$ 15 milhões do Internacional ao São Paulo.
Em junho, o Internacional negociou Oscar com o Chelsea por 25 milhões de libras (R$ 79 milhões à época), tornando-se a transferência mais cara do futebol brasileiro naquele momento.