JOGOS OLÍMPICOS

Jogos de Inverno: Brasil encerra campanha histórica no esqui alpino

Esportes, Jogos de Inverno, esqui alpino, Lucas Pinheiro Braathen

Publicado em 16/02/2026 às 14:49

A participação histórica do Brasil no esqui alpino masculino dos Jogos de Inverno de Milão e Cortina, na Itália, chegou ao fim nesta segunda-feira (16), com as disputas do slalom. Ouro na versão "gigante", Lucas Pinheiro Braathen se desequilibrou e caiu na primeira das duas descidas que precisava fazer, o que o deixou fora da briga por medalha, assim como Christian Soevik. Único atleta do país a finalizar a prova, Giovanni Ongaro ficou na 27ª colocação, a melhor de um brasileiro nesta disciplina.

Nesta quarta-feira (18), a partir das 6h (horário de Brasília), será a vez de o Brasil marcar presença no esqui alpino feminino. Mais jovem integrante da delegação verde e amarela em Milão-Cortina, a carioca Alice Padilha, de 18 anos, participa da prova do slalom.

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Na disputa, os atletas encararam, duas vezes, um percurso com mastros fincados na neve, chamadas "portas", pelas quais eles devem passar. As hastes são separadas por 13 metros, quase o dobro dos cerca de 25 metros da disciplina "gigante". A menor somatória de tempo nas duas descidas define o ganhador.

O ouro foi para o suíço Loic Meillard - que tinha sido o terceiro no slalom gigante. O austríaco Fabio Gstrein levou a prata e o norueguês Henrik Kristoffersen o bronze.

Após a conquista do último sábado (14), Lucas retornou a Bormio, nos Alpes italianos, como favorito a outra medalha olímpica. O esquiador nascido em Oslo, Noruega, mas que desde 2025 representa o Brasil, país de sua mãe, acabou se complicando com a neve intensa e a baixa visibilidade e caiu na metade do percurso.

"Eu e o Brasil não estávamos aqui nos Jogos Olímpicos de Inverno só para participar. Estávamos aqui para fazer a diferença, trazer nossas cores, outra mentalidade, outra cultura e celebrar essa diversidade do Brasil e do esporte. Vejo que a gente tem vários atletas brasileiros que provavelmente vão crescendo a cada ano, isso é algo muito lindo. E tudo isso representa meu propósito na vida", disse Lucas, em depoimento ao Comitê Olímpico do Brasil (COB).

O segundo representante verde e amarelo a competir nesta segunda foi Christian, que também é filho de mãe brasileira e pai norueguês, mas é natural do Rio de Janeiro e foi morar com a família no país nórdico com um ano. A estreia olímpica, porém, não foi como a esperada. O carioca perdeu o equilíbrio na descida e saiu cedo da disputa.

Somente 44 dos 96 atletas concluíram a primeira parte da prova. Um deles foi Giovanni, que cumpriu o percurso em 1min04s66. Na segunda descida, o esquiador de Clusone, na Itália, mas que é filho de mãe brasileira, reduziu em mais de dois segundos a marca inicial (1min02s21), totalizando 2min06s87, na 27ª posição. O resultado supera o 39º lugar da fluminense Maya Harrison, na Olimpíada de Sochi, na Rússia, em 2014.

"Não fiquei tão feliz pela primeira descida, porque não consegui esquiar muito veloz. Mas a segunda descida foi boa e fiquei feliz por ela. Agora vou celebrar com minha família e os fãs brasileiros e italianos", celebrou Giovanni, também em entrevista à comunicação do COB.

Brasil estreia no bobsled

Também nesta segunda-feira, teve início a participação brasileira no bobsled, modalidade em que os atletas descem uma pista de gelo a bordo de um trenó e que pode ser disputada com dois (2-men) ou quatro (4-men) competidores. A estreia verde e amarela foi no 2-men, com o baiano Edson Bindilatti e o paulista Luís Bacca.

A disputa do bobsled consiste em quatro descidas, sendo duas em um dia e mais duas no outro. Vence quem obtiver a menor somatória de tempos. Edson e Luís aparecem, no momento, na 24ª colocação, totalizando 1min53s76 após duas baterias. A liderança é dos alemães Johannes Lochner e Georg Fleischhauer, com 1min49s90.

A terceira descida será nesta terça-feira (17), às 15h (horário de Brasília). Para poderem disputar a quarta e última bateria, os brasileiros têm de alcançar, ao menos, o 20º lugar.

"O push [largada do bobsled, em que os atletas correm entre 50 e 60 metros junto do trenó e o empurram com toda força para a descida] continua sendo competitivo. Acho que agora é ver os vídeos, entender mais o que fizemos, o que erramos, o que podemos melhorar. É tentar ser melhor ainda amanhã [terça]. Isso aqui é um treino de luxo para o nosso 4-man", disse Edson, ao COB, fazendo menção à prova que eles terão pela frente nos próximos sábado (21) e domingo (22).

Coube à dupla Edson Bindilatti e Luís Bacca quebrar o gelo e entrar em ação nas primeiras baterias da disputa do 2-man, nesta segunda-feira, 16, em Cortina D’Ampezzo, sede da competição. Os brasileiros terminaram as primeiras parciais na 24ª colocação e agora focam em ajustes para melhorarem posições e se prepararem para a prova do 4-man.