ASA luta até o fim, mas vê o título escapar em casa para o CSA
Alvinegro reage no fim, empolga a torcida, mas não evita derrota por 3 a 2 em Arapiraca
O grito de “campeão” que ecoou no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, na noite desta quarta-feira (1º), não foi o do ASA. Foi o do adversário. Em casa, diante da sua gente, o time arapiraquense viu o título da Copa Alagoas 2026 escapar pelos dedos, em uma derrota por 3 a 2 para o CSA.
E doeu.
UM PRIMEIRO TEMPO DE RESISTÊNCIA
O ASA até tentou. Lutou. Se segurou como pôde.
Mas desde o início ficou claro: o CSA veio decidido a calar Arapiraca.
Organizado, com mais posse e controle do jogo, o Azulão empurrou o ASA para trás. E se o placar não foi aberto antes, teve nome e sobrenome: Cris. O goleiro alvinegro foi gigante, salvando o time em diversas oportunidades.
Mas futebol nem sempre perdoa.
Aos 44 minutos, quando parecia que o ASA iria para o intervalo vivo, veio o golpe. Rian Santana recebeu e, com uma frieza que machuca, deu uma cavadinha — daquelas que gelam o estádio inteiro. A bola entrou, o VAR confirmou… e o silêncio tomou conta.
O GOLPE QUE PARECIA DEFINITIVO
No segundo tempo, o roteiro seguiu cruel.
O CSA manteve o controle, não deu espaço e ampliou aos 14 minutos, com Matheus Melo.
E quando o relógio ainda permitia sonhar, veio o terceiro. De novo ele: Rian Santana. Gol bonito, preciso, fatal.
3 a 0.
Ali, por um instante, parecia acabado.
A REAÇÃO QUE QUASE VIROU HISTÓRIA
Mas o ASA é ASA. E não se entrega fácil.
Empurrado pela torcida, o time buscou forças onde parecia não haver mais. Aos 31 minutos, Alex Bruno marcou e reacendeu a chama.
O estádio voltou a pulsar.
E já nos acréscimos, aos 47, Keliton fez o segundo. A arquibancada explodiu. O impossível, por segundos, parecia possível.
Mas não houve tempo.
O apito final veio logo depois.
E com ele, o silêncio.
O GOSTO AMARGO EM CASA
Mais uma vez, o ASA bateu na trave. Lutou, reagiu, fez sua torcida acreditar… mas viu o título escapar dentro de casa.
Fica a dor.
Fica o “e se”.
Fica a sensação de que dava.
E fica também a certeza: o futebol, às vezes, é cruel com quem mais acredita.
FICHA TÉCNICA
ASA 2 x 3 CSA
Gols:
Rian Santana (45'/1ºT e 26'/2ºT) e Matheus Melo (14'/2ºT) para o CSA
Alex Bruno (31'/2ºT) e Keliton (47'/2ºT) para o ASA
Arbitragem:
Denis da Silva Ribeiro Serafim (Árbitro)
Maxwell Rocha Silva e Fernanda Félix da Silva (Assistentes)
Wiomar Santana de Oliveira (VAR)
ESCALAÇÕES
ASA:
Cris; Paulinho, Fábio Aguiar (Jackson), Cristian Lucca e Artuzinho (Filipe Ramon); Jeferson Lopes (Vitor Lima), Allef, Sammuel e Higor Leite (Jaílson); Wandson (Keliton) e Alex Bruno.
Técnico: Itamar Schülle
CSA:
Wellerson; Lucas Serafini, Rayan, Lucão e Kaike; Kayllan, Camacho (Ramon), Fabrício Bigode e Matheus Melo (Robinho); Dudu Figueiredo (Gustavo) e Rian Santana.
Técnico: Moacir Júnior