ECONOMIA

Ministra rebate revista, defende popularidade de Lula e vê crítica velada ao BRICS em publicação

Por Sputinik Brasil Publicado em 01/07/2025 às 13:53
© Foto / Lucas Landau/Ministério da Gestão e da Inovação

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou na manhã desta terça-feira (1º) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém relevância global, apesar da publicação da revista britânica The Economist declarar que o mandatário perde influência no exterior.

Em um evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, Dweck opinou sobre a reportagem e disse que a percepção de quem viaja mundo afora com Lula é completamente diferente. Para a ministra, os discursos do presidente em defesa do BRICS e do Sul Global podem ter contribuído para a visão da imprensa britânica.

"Olhar aquela matéria ontem até me chocou um pouco. No fundo, é mais uma crítica a esse grupo que está reunido aqui essa semana, que é o BRICS. Países que têm, sim, uma relevância muito importante na geopolítica. É um reforço que o presidente [Lula] sempre deu para que o Sul Global tenha um maior protagonismo."

Para Dweck, Lula tem a capacidade de "liderar uma discussão internacional do Sul Global" e esta característica do presidente que deveria ser destacada. Apenas um país, segundo a ministra, não respeita o petista neste momento: os Estados Unidos.

"Qualquer pessoa que já acompanhou o presidente em uma reunião bilateral com qualquer chefe de Estado do mundo sabe o respeito que ele tem, seja da Europa, da Ásia, dos Estados Unidos... Obviamente, não neste momento dos EUA, mas faz parte."

Brasil quer retirar dados sigilosos de nuvens estrangeiras

O evento no BNDES, que abordou estratégias públicas em inteligência artificial, foi uma oportunidade para Dweck destacar o compromisso do atual governo brasileiro com a integridade dos dados sigilosos nacionais. Segundo a ministra, arquivos sensíveis à soberania do país estavam armazenados em nuvens estrangeiras.

"Os ministérios todos estavam com soluções de nuvem públicas, onde os dados brasileiros sigilosos e estratégicos estavam em qualquer lugar do mundo."

De acordo com Dweck, atualmente, uma normativa interna obriga que arquivos sensíveis estejam a cargo das empresas públicas de tecnologia da informação do país.