SEGURANÇA

Polícia Civil descarta estupro coletivo em Quebrangulo (AL) após investigação detalhada

Inquérito conclui que relações sexuais foram consensuais e aponta outros crimes, como difusão de imagens íntimas da adolescente

Por Redação Publicado em 17/09/2025 às 13:13
Reprodução/-TV Pajuçara

QUEBRANGULO (AL) — A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) concluiu as investigações sobre o suposto estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Quebrangulo, no Agreste do estado, e descartou a ocorrência do crime. O inquérito, liderado pelos delegados Marcos Silveira e Igor Diego, apontou que as relações sexuais foram consensuais e que não houve violência ou grave ameaça.

Durante os 15 dias de investigação, a equipe policial realizou a oitiva de todos os investigados, testemunhas e, em mais de uma ocasião, da própria adolescente. Segundo o delegado Marcos Silveira, as diligências foram essenciais para confrontar as contradições nos depoimentos iniciais da jovem. "Havia divergências entre os relatos iniciais e os finais, e, por isso, precisávamos ouvir novamente todos os envolvidos para esclarecer o que realmente aconteceu", explicou.

O delegado Igor Diego complementou que a análise de depoimentos, imagens e outras provas permitiu constatar o consentimento da adolescente. A hipótese de estupro de vulnerável também foi descartada, pois não foi comprovado que ela estivesse em um estado de embriaguez completa que a impedisse de consentir.

Outros crimes identificados

Embora a acusação de estupro tenha sido descartada, a investigação revelou outros crimes. Um dos envolvidos filmou a adolescente durante o ato sexual e compartilhou o vídeo em redes sociais. Esse ato configura infração grave, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Outros jovens que repassaram as imagens também serão responsabilizados.

Além disso, um dos rapazes responderá por vias de fato, após agredir a jovem com um tapa durante uma discussão.

A Polícia Civil também avalia a possibilidade de a adolescente ser responsabilizada por denunciação caluniosa, dependendo da apuração sobre sua intenção ao relatar os fatos de forma inicial. "Não podemos dar uma proteção deficiente à vítima, mas também não podemos produzir culpados. Nosso papel é apurar os fatos e apresentar a verdade à sociedade", concluiu o delegado Igor Diego.