Tribunal da Armênia condena arcebispo Adzhapakhyan a 2 anos de prisão por 'incitar tomada do poder'
Um tribunal em Yerevan, capital da Armênia, condenou nesta sexta-feira (3) o arcebispo Mikael Adzhapakhyan, da Igreja Apostólica Armênia, a dois anos de prisão sob a acusação de “incitar a tomada do poder”. A sentença foi divulgada por um correspondente da Sputnik no país.
A decisão judicial provocou forte reação da instituição religiosa, que classificou a condenação como “uma evidência de represálias políticas” e uma violação dos princípios de liberdade de expressão e religião, além de representar um “desafio direto à ordem democrática”.
Em comunicado, a Igreja Apostólica afirmou ainda que “condena essas injustiças escandalosas” e garantiu que continuará a lutar pela “restauração das liberdades legítimas” do arcebispo, inclusive recorrendo a mecanismos internacionais de proteção dos direitos humanos.
O caso intensifica o debate sobre a relação entre governo e instituições religiosas na Armênia, e organizações de direitos civis já manifestaram preocupação com o que consideram um avanço do autoritarismo e da repressão política no país.