Crise do metanol em São Paulo: 192 casos e 9 mortes sob investigação em 26 municípios
Autoridades ampliam operações de fiscalização e alertam para riscos do consumo de bebidas adulteradas no estado
O governo de São Paulo confirmou nesta segunda-feira (6) que o número de casos suspeitos de intoxicação por bebidas adulteradas com metanol subiu para 192 em 26 municípios do estado. Até o momento, duas mortes foram confirmadas e outras sete seguem sob investigação, em meio a uma das maiores crises de contaminação já registradas no estado.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) informou que 14 casos foram oficialmente confirmados em laboratório. As autoridades intensificaram as ações de fiscalização, que resultaram na interdição de 11 estabelecimentos e na prisão de 41 pessoas, sendo 22 detidas apenas na última semana.
Os casos estão distribuídos por regiões do interior, litoral e capital paulista, demonstrando a rápida disseminação das bebidas adulteradas. O metanol — substância altamente tóxica utilizada na produção de combustíveis, solventes e tintas — pode causar cegueira, falência de órgãos e morte mesmo em pequenas quantidades.
O governo estadual reforçou o alerta à população para evitar o consumo de bebidas sem procedência comprovada, especialmente aquelas vendidas de forma irregular em bares e comércios informais. Também foram criadas linhas diretas para denúncias e atendimento médico emergencial em casos suspeitos.
A crise ocorre em paralelo à decisão do Ministério da Saúde de importar 2,5 mil ampolas do antídoto fomepizol, que será distribuído a centros toxicológicos em todo o país para tratar vítimas de intoxicação por metanol.