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MPGO ajuíza ação contra Wepink, marca de Virginia Fonseca, por práticas abusivas em vendas

A empresa de cosméticos enfrenta acusações de vender sem estoque, atrasar entregas em até sete meses e dificultar reembolsos, com mais de 90 mil reclamações no Reclame Aqui em 2024.

Por Redação com agências Publicado em 10/10/2025 às 09:23
Virginia Fonseca Reprodução / Instagram - @virginia

O Ministério Público de Goiás (MPGO) protocolou, nesta quarta-feira (8), uma Ação Civil Pública de caráter urgente contra a Wepink – Savi Cosméticos Ltda. e seus administradores, incluindo a influenciadora Virginia Fonseca. A acusação central envolve um padrão de práticas abusivas e publicidade enganosa nas vendas online.

A promotoria baseia-se em números expressivos: mais de 90 mil reclamações no Reclame Aqui em 2024 e 340 denúncias formais no Procon-GO (entre 2024 e 2025).

Vendas Acima da Capacidade e Tentativas de Engano


O MP alega que a empresa atuou com má-fé contratual ao vender produtos sem ter estoque para entrega, resultando em atrasos que se estenderam por até sete meses. A empresa também teria dificultado ou negado o estorno de valores, enviado itens com defeito e mantido um atendimento deficiente.

Em uma transmissão ao vivo, o sócio Thiago Stabile chegou a reconhecer que a marca saltou de um faturamento mensal de R$ 200 mil para R$ 400 mil, admitindo que o crescimento acelerado superou a capacidade de produção. O MP argumenta que, mesmo com essa ciência, a Wepink continuou com as vendas.

O promotor Élvio Vicente da Silva destacou que os sócios — por terem participação ativa em todas as campanhas — devem responder solidariamente pelos danos coletivos.

O MP ainda criticou a estratégia de “flash sales” (ofertas-relâmpago), que criaria uma urgência artificial para impulsionar compras por impulso, especialmente entre consumidores jovens e inexperientes.

O caso, que já resultou em auto de infração do Procon de Goiás (agosto de 2025), será avaliado pela Justiça. Se condenados, os envolvidos poderão ser responsabilizados por danos coletivos, práticas abusivas e publicidade enganosa.