OPEP+ deve aprovar aumento modesto na produção de petróleo diante de riscos de excesso de oferta
Grupo avalia elevação de 137 mil barris por dia em meio a sanções e volatilidade dos preços; decisão será tomada neste domingo
A OPEP+ deve aprovar neste domingo um aumento modesto nas metas de produção de petróleo, conforme fontes próximas às negociações. A medida reflete a cautela do grupo diante dos riscos de excesso de oferta, que vêm pressionando os preços e a estabilidade do mercado global.
Desde abril, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) já elevaram suas metas em mais de 2,7 milhões de barris por dia (bpd), o que representa cerca de 2,5% da oferta mundial. No entanto, o ritmo de expansão diminuiu em outubro e novembro, após aumentos mais expressivos, por conta de previsões de que a produção poderia ultrapassar a demanda.
As sanções impostas por Estados Unidos e Reino Unido às empresas russas Rosneft e Lukoil, ambas integrantes da OPEP+, complicam o cenário das negociações. Com essas restrições, Moscou pode enfrentar dificuldades para ampliar sua produção, afetando o equilíbrio interno do grupo.
Segundo a agência Reuters, oito países da OPEP+ — entre eles Arábia Saudita, Rússia e Emirados Árabes Unidos — devem aprovar um aumento de 137 mil bpd para dezembro. Contudo, uma fonte adicional afirmou que uma pausa nos aumentos também está sob análise. A reunião está prevista para as 16h (horário local), 13h em Brasília.
Os preços do petróleo recuaram para US$ 60 (R$ 322,51) o barril em outubro, atingindo o menor patamar em cinco meses, mas se recuperaram para cerca de US$ 65 (R$ 349,39) após sanções à Rússia e sinais positivos nas negociações comerciais dos EUA. Ainda segundo a Reuters, analistas de instituições como RBC e Commerzbank esperam que o aumento de 137 mil bpd seja confirmado.
Historicamente, a OPEP+ vinha reduzindo a produção até abril, com cortes que chegaram a 5,85 milhões de barris por dia em março. Esses cortes incluíam medidas voluntárias e ajustes coletivos, parte dos quais deve permanecer em vigor até o fim de 2026, enquanto os cortes voluntários estão sendo gradualmente revertidos.