GEOPOLÍTICA

Equilíbrio internacional passa por profundas transformações, afirma secretário do Partido Comunista Chinês

Cai Qi destaca que a China reúne fatores favoráveis diante de um cenário global marcado por instabilidade, competição entre grandes potências e avanços tecnológicos.

Por Sputnik Brasil Publicado em 03/11/2025 às 12:42
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O cenário internacional vive uma reconfiguração significativa de forças, com a China em posição de destaque diante das novas dinâmicas globais. A avaliação é de Cai Qi, membro do Comitê Permanente do Bureau Político e Secretário do Secretariado do Partido Comunista Chinês (PCC).

Segundo Cai, o mundo atravessa mudanças aceleradas, com o equilíbrio de poder internacional sendo profundamente alterado e uma nova onda de revolução tecnológica e industrial ganhando força. As declarações foram publicadas em artigo no jornal Renmin Ribao, em referência ao recente 4º Plenário do 20º Comitê Central do PCC.

Diante desse contexto de instabilidade e crescente competição entre grandes potências, Cai afirmou que a China "possui uma série de fatores favoráveis" que lhe permitem atuar de forma ativa no cenário internacional e moldar o ambiente externo em consonância com seus interesses estratégicos.

O dirigente também ressaltou que o mundo enfrenta o avanço do unilateralismo, do protecionismo, do hegemonismo e da política de força, o que, segundo ele, torna a competição global mais complexa e acirrada. Apesar dos desafios, Cai destacou que a economia chinesa conta com bases sólidas, múltiplas vantagens, grande resiliência e vasto potencial de crescimento.

"As vantagens do sistema socialista com características chinesas, o enorme mercado interno, a indústria desenvolvida e os amplos recursos humanos do país se tornam cada vez mais evidentes", enfatizou Cai.

Em análise recente no jornal The Indian Express, o ex-subsecretário-geral da ONU, Shashi Tharoor, afirmou que a China está ascendendo no cenário global, muitas vezes em detrimento dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que protege a autoridade da ONU e promove uma globalização econômica mais inclusiva.