SAÚDE

Exposição no Palácio do Planalto alerta para os impactos da doença e a importância da prevenção

Por Fernanda d´Avila Publicado em 02/12/2025 às 15:21

O Palácio do Planalto recebe até esta sexta-feira (05/12) a exposição “Herpes Zoster: informação que protege”, uma iniciativa de conscientização que visa ampliar o conhecimento sobre essa condição de saúde que atinge milhares de brasileiros todos os anos.

A mostra é composta por fotografias e dados informativos apresentados de forma clara, acessível e visualmente atrativa.

A exposição convida os servidores do Palácio, profissionais de saúde, pacientes e a sociedade em geral a refletirem sobre a necessidade de ampliar o debate público sobre o herpes zoster.

Mais do que apresentar dados, a iniciativa busca dar visibilidade a uma doença muitas vezes silenciosa e pouco discutida, contribuindo para a formulação de políticas públicas voltadas à prevenção e à melhoria da qualidade de vida da população.

Está em discussão no Brasil a incorporação da vacina contra Herpes Zoster no SUS para a prevenção em idosos a partir de 80 anos e pessoas imunocomprometidas a partir de 18 anos. Uma consulta sobre o tema foi aberta e, em breve, os resultados deste processo serão conhecidos pela população.

Durante os dias de exibição, serão distribuídos flyers informativos e bottons para os visitantes interessados, reforçando a mensagem sobre a importância da prevenção do herpes zoster.

O que é Herpes Zoster e a importância da vacinação

O Herpes Zoster, também conhecido como “Cobreiro”, é uma doença causada pelo vírus Varicela Zoster, o mesmo responsável pela Catapora. Após a infecção na infância, esse vírus permanece adormecido no organismo e pode ser reativado anos depois, principalmente em pessoas com queda da imunidade, seja pelo envelhecimento natural, seja por condições de saúde que fragilizam o sistema imunológico.​

Os sintomas mais comuns do herpes zoster incluem erupção cutânea dolorosa em forma de bolhas, dor intensa, coceira e sensação de queimação que podem persistir mesmo após a cicatrização. Em alguns casos, o quadro pode vir acompanhado de febre, mal-estar e fadiga. As lesões costumam cicatrizar entre duas e quatro semanas, mas a dor pode permanecer por meses ou até anos.

A complicação mais frequente é a neuralgia pós-herpética, uma dor crônica que afeta até 30% dos pacientes e pode estar associada a insônia, depressão, ansiedade e perda de autonomia. Outras possíveis complicações incluem infecções secundárias nas lesões cutâneas, problemas oftálmicos que podem levar à perda da visão, complicações neurológicas como paralisia facial e formas disseminadas da doença em pessoas imunocomprometidas.

Têm maior risco de desenvolver herpes zoster pessoas com 50 anos ou mais, já que o risco aumenta com o avanço da idade, além de indivíduos com doenças autoimunes ou condições crônicas — como diabetes e doenças renais, cardiovasculares e pulmonares. Também estão mais vulneráveis pessoas vivendo com HIV, pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados e aqueles que utilizam medicamentos imunossupressores.

​Mais informações estão disponíveis em https://www.colaborecomofuturo.com/post/vacina-contra-herpes-zoster-no-sus-saiba-como-voc%C3%AA-pode-apoiar-esta-causa

SERVIÇO:

Exposição: Herpes Zoster – Informação que Protege
📅 Data: até 5 de dezembro de 2025
📍 Local: Palácio do Planalto – Brasília (DF)
🕘 Horário: 10h as 17h
🎯 Aberta ao público - gratuita