Abin alerta para riscos à democracia em 2026: crime organizado e interferência externa
Relatório da agência destaca influência de facções e ameaça de ações estrangeiras sobre as eleições brasileiras
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) identificou dois fatores considerados "risco relevante" para a segurança institucional do país e para o processo eleitoral de 2026: a atuação do crime organizado e a possibilidade de interferência externa. As conclusões constam no relatório Desafios da Inteligência – Edição 2026.
Segundo o documento, milícias e facções que controlam territórios seguem exercendo influência política direta, financiando campanhas, lançando candidatos e pressionando eleitores em regiões sob seu domínio. Esse cenário, de acordo com a Abin, fragiliza a integridade do pleito.
A agência também ressalta a ameaça de interferência estrangeira. O relatório aponta que essa interferência pode ocorrer "por meio de campanhas de desinformação sofisticadas, ataques cibernéticos à infraestrutura eleitoral ou via financiamento oculto de grupos políticos específicos e de movimentos de viés antidemocrático".
O estudo ainda destaca que grupos extremistas de outros países têm compartilhado estratégias de manipulação eleitoral em fóruns online, articulando táticas capazes de afetar a soberania nacional.
Por Sputnik Brasil