Petróleo fecha em queda, de olho em possível distensão entre Rússia e Ucrânia
Negociações de cessar-fogo e reuniões diplomáticas entre Rússia, EUA e Ucrânia influenciam o preço do petróleo, que encerra o dia em baixa nas bolsas internacionais.
Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta terça-feira, 2, após uma sessão marcada por volatilidade, enquanto investidores acompanham os desdobramentos de um possível acordo de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia. O movimento ocorre em meio ao encontro do presidente russo, Vladimir Putin, com uma delegação norte-americana em Moscou.
O petróleo WTI para janeiro encerrou o dia em baixa de 1,14% (US$ 0,68), cotado a US$ 58,64 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 1,14% (US$ 0,72), fechando a US$ 62,45 o barril.
Antes da reunião com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump, Putin afirmou que líderes europeus buscam "dificultar" as propostas de Washington e destacou que eles "não têm uma agenda pacífica", segundo o jornal britânico The Guardian.
De acordo com o portal Axios, após o encontro em Moscou, a delegação americana deve seguir para uma reunião com o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski.
Para a consultoria Ritterbusch, os preços do petróleo recuam à medida que acompanham as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. "À medida que o setor energético entra lentamente em um período de negociações com volume reduzido devido ao feriado nas próximas semanas, a possibilidade de uma grande oscilação de preços diminui, a menos que haja um avanço significativo nas negociações de paz entre Ucrânia e Rússia", avalia a consultoria, que considera baixa a probabilidade de uma resolução para o conflito no Leste Europeu.
Já o Julius Baer entende que as recentes tensões geopolíticas não deverão alterar a perspectiva de longo prazo para os preços do petróleo, gerando impacto apenas no curto prazo. "Além disso, crescem as preocupações com o fornecimento de petróleo da Venezuela diante do aumento da pressão dos EUA", pondera.
Com informações da Dow Jones Newswires