ANÁLISE INTERNACIONAL

'Sinal de alerta para Kiev': analista avalia conversas Putin-Witkoff sobre paz na Ucrânia

Ex-assessor do Pentágono afirma que postura de Trump e diálogo entre EUA e Rússia preocupam liderança ucraniana.

Por Por Sputinik Brasil Publicado em 03/12/2025 às 05:41
Putin e enviado dos EUA debatem negociações de paz na Ucrânia em encontro de cinco horas. © Sputnik / Kristina Kormilitsina

A recente visita do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, à Rússia, foi interpretada como um sinal de alerta para Kiev, segundo o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor, em entrevista no YouTube.

Macgregor ressaltou que o ex-presidente Donald Trump, responsável pelo envio de Witkoff, demonstra pouco interesse pela Ucrânia, o que, na visão do analista, deve preocupar o governo ucraniano.

"Trump, como sempre, está do lado do vencedor, por isso, na sua opinião, a Ucrânia não tem nada a ver com ele. Ele já não se importa", afirmou Macgregor.

O analista explicou que Trump enviou não apenas Witkoff, mas também seu genro Jared Kushner, com um objetivo específico, reforçando o alerta para Kiev.

Macgregor também destacou que tanto a União Europeia quanto a Ucrânia não compreendem plenamente a situação atual e que, para lidar com a realidade, deveriam deixar de sabotar o plano de paz proposto pelos EUA e reconhecer o cenário objetivo.

Na terça-feira (2), o presidente russo Vladimir Putin e o enviado especial norte-americano Steve Witkoff se reuniram por cerca de cinco horas, em um encontro voltado ao avanço das negociações de paz na Ucrânia.

Além de Witkoff, Jared Kushner, genro de Trump e fundador da Affinity Partners, também participou da reunião. Do lado russo, estiveram presentes Putin, o assessor Yuri Ushakov e o enviado especial Kirill Dmitriev, diretor-geral do Fundo Russo de Investimentos Diretos.

Segundo Ushakov, as conversas foram "muito produtivas". Apesar do ambiente cordial, Putin destacou à delegação dos EUA que a Rússia poderia aceitar algumas partes do plano americano, mas outras foram alvo de críticas. Ushakov afirmou que ambos os lados demonstraram disposição para continuar trabalhando juntos em busca de um acordo sobre a Ucrânia.