ECONOMIA INTERNACIONAL

Fitch eleva projeção do PIB da China para 2025 e revisa crescimento da UE para cima

Agência ajusta previsão do PIB chinês para 4,8% em 2025 e eleva estimativas para a zona do euro, destacando resiliência global impulsionada por estímulos fiscais.

Publicado em 03/12/2025 às 18:10
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A Fitch Ratings revisou para cima sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China em 2025, elevando-a em 0,1 ponto percentual para 4,8%. Para 2026 e 2027, entretanto, a projeção de desaceleração foi mantida em 4,1%, conforme relatório trimestral divulgado nesta quarta-feira, 3.

Na zona do euro, as estimativas de expansão também foram ajustadas: agora a agência espera crescimento de 1,4% em 2025 e 1,3% em 2026, ante 1,1% para ambos os anos na análise anterior, publicada em setembro.

Segundo a Fitch, o investimento em ativos fixos (IAF) na China vem recuando em termos anuais desde junho, comportamento inédito fora do período da pandemia de covid-19. O destaque negativo fica para o setor imobiliário, que apresenta retração consecutiva há quatro anos e responde atualmente por cerca de 25% do IAF, ante 40% em 2021.

“Esperamos que o investimento se estabilize e depois se recupere levemente no próximo ano; mas com a deflação entrincheirada, não revisamos para cima o crescimento de 2026, apesar da recente queda nas tarifas dos EUA em relação ao país”, aponta o relatório.

A agência também revisou para cima as expectativas de inflação da China em 2025, de 0,4% para 0,7%, prevendo aceleração para 1,3% em 2026 e 1,5% em 2027.

Na zona do euro, o PIB evitou a contração esperada no terceiro trimestre, impulsionado pela antecipação das exportações dos EUA. A dinâmica do crédito mostra sinais de melhora, e a Fitch destaca maior clareza sobre o afrouxamento fiscal previsto na Alemanha, o que deve impulsionar substancialmente o crescimento, enquanto a inflação permanece próxima à meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE).

“Parte da resiliência recente no crescimento global é simplesmente uma consequência do rápido aumento da dívida pública”, avalia a Fitch, ressaltando que as principais economias do mundo têm sustentado a demanda agregada por meio de empréstimos públicos.

A agência estima que o endividamento combinado dos governos dos EUA e da China somará cerca de US$ 4 trilhões — o equivalente a 4% do PIB global — neste ano e no próximo.