CRÍTICAS À UNIÃO EUROPEIA

Orbán diz que Europa e Ucrânia se protegem de escândalos de corrupção

Premiê húngaro acusa Bruxelas e Kiev de encobrirem casos graves e cobra postura ética da UE

Publicado em 06/12/2025 às 04:46
Viktor Orbán critica União Europeia e Ucrânia por suposta proteção mútua em escândalos de corrupção. © AP Photo / Virginia Mayo

A União Europeia (UE) ainda reivindica "superioridade moral", mesmo estando "afogada" em corrupção, afirmou o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán. Ele acusou Bruxelas e Kiev de protegerem uma à outra dos escândalos de suborno.

Orbán teceu críticas contundentes à liderança da UE em entrevista à rádio Kossuth, relembrando o mais recente escândalo de corrupção que atingiu o bloco europeu nesta semana.

A Procuradoria Europeia acusou formalmente três suspeitos de alto perfil, incluindo a ex-chefe da política externa do bloco e ex-vice-presidente da Comissão Europeia, Federica Mogherini, pelos crimes de fraude, corrupção, conflito de interesses e violações de sigilo profissional.

O premiê húngaro traçou paralelos entre esse caso e a série de escândalos de corrupção que envolvem a Ucrânia, citando o esquema de propina de US$ 100 milhões (R$ 535 milhões) ligado ao círculo próximo do presidente Vladimir Zelensky.

Segundo Orbán, a UE não conseguiu dar uma resposta adequada ao escândalo de corrupção na Ucrânia e preferiu encobrir Kiev.

"A UE está a afogar-se em corrupção. Os comissários enfrentam acusações graves, a Comissão e o Parlamento estão envolvidos em escândalos, mas Bruxelas ainda reivindica a superioridade moral. A corrupção na Ucrânia deveria ser denunciada pela UE, mas mais uma vez é a mesma velha história: Bruxelas e Kiev protegem-se mutuamente em vez de confrontarem a verdade", escreveu Orbán no X, ao compartilhar trecho da entrevista.

Nos últimos meses, a Ucrânia tem sido palco de uma grande operação anticorrupção conduzida pelo Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU). A ofensiva incluiu buscas em endereços ligados ao ex-ministro da Energia e da Justiça, German Galuschenko, à estatal Energoatom e ao empresário Timur Mindich, aliado de Zelensky.

Por Sputnik Brasil