Zelensky e enviados dos EUA debatem garantias de segurança e questões territoriais
Conversa telefônica entre o presidente ucraniano, Steve Witkoff e Jared Kushner ocorre em meio a negociações por um plano de paz.
Discussões avançam sobre garantias de segurança e território para a Ucrânia em meio às negociações por um plano de paz liderado pelos EUA.
O presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, tratou de questões territoriais e garantias de segurança durante uma conversa telefônica com Steve Witkoff, enviado presidencial dos Estados Unidos, e Jared Kushner, genro do presidente norte-americano, Donald Trump. A informação foi divulgada neste sábado (6) pelo portal Axios, que citou fontes próximas às negociações.
De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, Witkoff e Kushner já haviam realizado dois dias de reuniões com Rustem Umerov, Secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia (CSDN), e Andrei Hnatov, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia.
O órgão informou ainda que as conversas teriam continuidade neste sábado. Zelensky relatou posteriormente uma conversa telefônica "longa e substancial" com os negociadores norte-americanos e ucranianos.
Segundo o Axios, o diálogo deste sábado durou cerca de duas horas e abordou "questões de território e garantias de segurança" para a Ucrânia.
"A disputa territorial era complexa", destacou a publicação, acrescentando que os Estados Unidos buscam "desenvolver novas ideias" para o tema.
"Outra questão fundamental foram as garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia. Uma fonte afirmou que as partes fizeram progressos significativos e estavam perto de um acordo, mas que era necessário mais trabalho para garantir que ambos os lados tivessem uma interpretação consistente da minuta das garantias de segurança", acrescentou o artigo.
Ainda de acordo com o portal, os negociadores ucranianos Rustem Umerov e Andrei Hnatov devem retornar de Miami e se encontrar com Zelensky em Londres na segunda-feira (8) para discutir as propostas apresentadas pelos EUA.
"As negociações continuarão e os encontros presenciais são cruciais", afirmou a embaixadora da Ucrânia nos EUA, Olga Stefanishyna, segundo a publicação.