SEGURANÇA PÚBLICA

PM afasta tenente envolvido na morte de Leandro Lo das funções policiais

Henrique Velozo, absolvido pela Justiça, segue afastado da Polícia Militar de SP até decisão final do Judiciário.

Publicado em 08/12/2025 às 16:42
Leandro Lo Reprodução / Instagram

O Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo afastou o tenente Henrique Otavio Oliveira Velozo — julgado e absolvido pela morte do campeão mundial de jiu-jitsu Leandro Lo — das atividades policiais. Procurada, a defesa de Velozo não respondeu à reportagem. O espaço segue aberto.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou, em nota enviada ao Estadão, que Velozo foi reintegrado à corporação, mas permanecerá afastado das funções normais até decisão definitiva do Poder Judiciário.

“Durante esse período, ele ficará sujeito a um regime disciplinar específico previsto em lei, que determina o afastamento das funções, a proibição do uso de uniforme, o recebimento de apenas um terço da remuneração e a impossibilidade de ser promovido”, comunicou a pasta.

A decisão foi publicada no Diário Oficial no dia 1º de dezembro. Conforme a portaria, Velozo foi considerado culpado pelo Conselho de Justificação de forma unânime.

Velozo foi acusado de matar Leandro Lo com um tiro na cabeça, em 7 de agosto de 2022. Na reconstituição do crime, testemunhas relataram que o policial militar foi imobilizado pelo lutador durante uma discussão, mas atirou contra o atleta assim que foi solto e, em seguida, fugiu.

A defesa sempre alegou que o agente agiu em legítima defesa. Ele foi absolvido no mês passado, após o Tribunal do Júri de São Paulo acolher essa tese. A mãe de Leandro, Fátima Lo, afirmou que irá recorrer da decisão.

O agente chegou a ser preso no Presídio Militar Romão Gomes e foi excluído da PM após decisão do Tribunal de Justiça Militar (TJM). Na Justiça comum, o Ministério Público o denunciou por homicídio triplamente qualificado, considerando motivo torpe, meio insidioso ou cruel e mediante traição ou emboscada. A denúncia foi aceita e Velozo tornou-se réu.

Em setembro deste ano, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) oficializou a demissão de Velozo da PM em publicação no Diário Oficial. Em outubro, porém, a Justiça de São Paulo, por decisão liminar do desembargador Ricardo Dip, suspendeu o decreto e reintegrou Velozo à corporação, embora ele tenha permanecido sob custódia até novembro.