Novo estudo reacende mistério dos cinturões de radiação nos gigantes de gelo do Sistema Solar
Pesquisadores sugerem que fenômenos solares podem explicar níveis inesperados de radiação em Urano, desafiando teorias anteriores.
Urano e Netuno continuam entre os planetas menos explorados do Sistema Solar, conhecidos principalmente pelo breve sobrevoo da sonda Voyager 2. A grande distância desses gigantes de gelo em relação à Terra dificultou o envio de novas missões, deixando inúmeros enigmas científicos em aberto desde a década de 1980.
Uma das descobertas mais surpreendentes da Voyager 2 foi a detecção de um cinturão de elétrons em Urano, com níveis de energia muito acima do previsto pelos modelos teóricos. Esse fenômeno intrigante permaneceu sem explicação satisfatória, mesmo após décadas de pesquisa sobre exoplanetas semelhantes.
Agora, pesquisadores do Southwest Research Institute apresentam uma nova hipótese: a Voyager 2 pode ter atravessado o sistema uraniano durante um raro evento de vento solar. Essa estrutura, conhecida como "região de interação corrotativa", também ocorre na Terra e tem potencial para modificar drasticamente ambientes de radiação planetária.