MERCADO FINANCEIRO

Real recua com queda das commodities e dólar forte após ganhos recentes

Moeda brasileira sofre pressão sazonal e acompanha outros emergentes em meio à valorização do dólar e baixa no petróleo e minério de ferro.

Publicado em 12/12/2025 às 09:49
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O real acompanha a desvalorização de outras moedas emergentes, refletindo as perdas do petróleo e do minério de ferro, além da alta do dólar no exterior. O movimento ocorre após a queda da moeda americana na véspera, influenciada pelo corte de juros nos EUA e pelo carry trade favorável ao real.

A moeda brasileira também enfrenta pressão sazonal, com expectativa de aumento no fluxo de saída até o fim do mês devido a remessas de fim de ano e à antecipação do envio de dividendos por empresas, antes da mudança na tributação prevista para 2026.

Os investidores analisam os dados do setor de serviços. O volume de serviços no Brasil subiu 0,3% em outubro, em linha com a mediana das projeções coletadas pelo Projeções Broadcast, cujo intervalo variava de uma queda de 0,1% a uma alta de 0,5%. Na comparação anual, o avanço foi de 2,2%, abaixo da expectativa de 2,8%.

Nos Estados Unidos, sem indicadores econômicos relevantes previstos para hoje, o foco dos mercados recai sobre pronunciamentos de três dirigentes do Federal Reserve (Fed): Anna Paulson, da Filadélfia (às 10h e 15h); Beth Hammack, de Cleveland (10h30); e Austan Goolsbee, de Chicago (12h35).

Na sessão anterior, o real se destacou entre as moedas emergentes, com o dólar à vista recuando 1,17%, cotado a R$ 5,4044, impulsionado pelo carry trade. Na quarta-feira, o dólar havia encerrado no maior nível desde 14 de outubro, a R$ 5,4686, em meio ao aumento do risco eleitoral.

Apesar da queda semanal de cerca de 0,50%, a moeda americana acumula valorização de 1,42% frente ao real em dezembro, após recuo de 0,85% em novembro. No acumulado do ano, as perdas chegam a 12,4%.

No noticiário recente, destaque para o Bradesco, que confirmou instabilidade nos aplicativos de pessoa física e jurídica e afirmou estar atuando para normalizar o serviço "o mais breve possível". Clientes relatam falhas desde as 6h, e o Downdetector registrou mais de 2 mil queixas, enquanto buscas por "App Bradesco fora do ar" dispararam no Google.

Mais de 800 mil residências continuam sem energia elétrica na Grande São Paulo, dois dias após um vendaval de 98 km/h que cancelou voos, afetou o transporte público e derrubou árvores.

No cenário internacional, o Financial Times anunciou Jensen Huang como sua Pessoa do Ano, destacando o papel central do CEO da Nvidia na revolução da inteligência artificial (IA).

A China passará a exigir licenças para exportação de cerca de 300 tipos de produtos de aço a partir de 1º de janeiro, numa tentativa de conter o forte crescimento das vendas externas, que já subiram 6,7% e podem atingir recorde em 2025.

No Chile, o país vota dividido entre a guinada à direita de José Antonio Kast, impulsionada pelo temor da criminalidade e propostas de endurecimento migratório, e Jeannette Jara, que busca preservar avanços sociais. Com 70% do primeiro turno favoráveis à direita, o clima é de forte polarização às vésperas das urnas.