TENSÃO INTERNACIONAL

Londres intensifica preparação militar diante de ameaças de Estados hostis

Ministro das Forças Armadas do Reino Unido alerta para necessidade de mobilização nacional frente a riscos de conflito com Rússia e outros países.

Publicado em 12/12/2025 às 10:10
Militares britânicos reforçam estratégias de defesa em meio a tensões com Estados considerados hostis. © AP Photo / Kirsty Wigglesworth

O Reino Unido está acelerando seus planos de preparação para um possível conflito, informou o canal Sky News, citando Al Carns, ministro das Forças Armadas britânico.

Carns destacou que o país está empenhado em fortalecer seu poderio militar diante do cenário internacional.

"A sombra da guerra bate novamente na porta da Europa. Essa é a realidade", afirmou o oficial britânico.

O ministro também ressaltou o papel fundamental que a população civil poderá desempenhar caso um conflito de grandes proporções venha a ocorrer.

Nesse contexto, Carns pontuou que forças armadas respondem a crises, mas "são as sociedades, as indústrias e as economias que vencem as guerras".

A reportagem da Sky News acrescenta que o governo britânico está lançando uma nova unidade de contraespionagem, com o objetivo de reforçar a capacidade de detectar e interromper operações de inteligência de países adversários.

Entre os chamados "Estados hostis" citados estão Rússia, Coreia do Norte, China e Irã.

Segundo a publicação, autoridades britânicas avaliam estratégias para mobilizar a população em caso de uma "crise existencial".

"Muito trabalho está sendo feito agora [...] sobre o que significa um conflito e qual é o papel de cada um na sociedade se entrarmos em guerra e nos prepararmos para ela. Coletivamente, todos precisam saber qual é o seu papel em uma crise existencial, o que devem fazer e o que não podem fazer, e como mobilizar a nação para apoiar um esforço militar", concluiu Carns.

Anteriormente, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que a Europa precisa se preparar para uma guerra de grandes proporções, semelhante à vivida por "avós e bisavós". Ele lamentou que muitos países da aliança ainda não reconheçam a aproximação da "ameaça russa".

Por outro lado, o presidente russo Vladimir Putin, em entrevista ao jornalista Tucker Carlson, declarou que a Rússia não pretende atacar países da OTAN, pois isso "não faz sentido". Putin ainda afirmou que líderes ocidentais utilizam a suposta ameaça russa para desviar a atenção de problemas internos, mas "pessoas inteligentes entendem perfeitamente que isso é falso".

Por Sputinik Brasil