Setor de serviços registra nona alta consecutiva e alcança novo recorde, aponta IBGE
Pesquisa do IBGE revela crescimento de 3,7% em nove meses seguidos; setor atinge patamar recorde desde 2011.
O volume de serviços prestados no País cresceu em outubro pelo nono mês consecutivo, conforme dados da Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado dos últimos nove meses, o setor registrou alta de 3,7%, com avanços em fevereiro (0,8%), março (0,4%), abril (0,3%), maio (0,2%), junho (0,4%), julho (0,3%), agosto (0,2%), setembro (0,7%) e outubro (0,3%).
“Nunca houve uma sequência tão longa de taxas positivas. A sequência anterior mais longa foi de fevereiro de 2022 a setembro de 2022”, destacou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.
Na comparação com outubro de 2024, o volume de serviços avançou 2,2% em outubro de 2025, alcançando a 19ª taxa positiva consecutiva.
Índice de difusão
O índice de difusão, que indica o percentual de serviços com crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior, passou de 56% em setembro para 50% em outubro.
Novo patamar recorde
Em outubro, o setor de serviços atingiu um novo recorde na série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços, iniciada em 2011 pelo IBGE.
Os serviços prestados às famílias permanecem 7,5% abaixo do pico de outubro de 2013, enquanto os serviços de informação e comunicação operam em nível recorde em outubro de 2025.
Já os serviços profissionais, administrativos e complementares estão 2,9% abaixo do ápice de dezembro de 2014, e os transportes atingiram patamar recorde em outubro de 2025. O segmento de outros serviços segue 11,8% abaixo do auge de janeiro de 2012.
Comparação com o período pré-pandemia
Com a alta de 0,3% em outubro ante setembro, o setor de serviços opera, segundo o IBGE, em patamar 20,1% superior ao de fevereiro de 2020, antes do agravamento da crise sanitária.
No mesmo mês, os transportes funcionavam 25,1% acima do nível pré-pandemia, enquanto os serviços prestados às famílias estavam 3,8% acima do patamar de fevereiro de 2020.
Os serviços de informação e comunicação estão 33,5% acima do pré-pandemia, e o segmento de outros serviços, 2,2% acima. Já os serviços profissionais e administrativos estão 22,0% acima do patamar de fevereiro de 2020.