ECONOMIA E TRIBUTAÇÃO

Lula ressalta avanços econômicos e afirma que ricos compensarão isenção do IR

Presidente destaca queda da pobreza e do desemprego, além de defender justiça tributária em discurso na 13ª Conferência Nacional de Direitos Humanos.

Publicado em 12/12/2025 às 12:47
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou nesta sexta-feira, 12, os avanços econômicos do país durante discurso em Brasília. Segundo o petista, o Brasil vive um momento especial devido à diminuição da extrema pobreza, à redução do desemprego e ao crescimento dos empregos formais.

Lula também enfatizou a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e afirmou que os mais ricos irão compensar a "libertação do povo pobre" da tributação.

"Avançamos na luta pela justiça tributária. A partir de janeiro de 2026, quem recebe até R$ 5 mil não paga mais imposto de renda neste país, e quem ganha até R$ 7.300 vai pagar menos imposto do que paga hoje. A compensação sobre essa libertação do povo pobre de pagar imposto de renda virá da taxação que estamos fazendo na camada mais rica da população", declarou Lula.

O presidente ressaltou ainda que basta "eleger alguém que não presta" para destruir uma política pública. Para ele, é fundamental que o Estado vá até a população, e não o contrário.

Lula anunciou que, no próximo ano, o governo pretende realizar três mutirões mensais de veículos e equipamentos do programa Agora Tem Especialistas pelo Brasil. A iniciativa é uma das apostas do governo para impulsionar a popularidade da gestão diante da proximidade da campanha eleitoral.

O presidente participou, na manhã desta sexta-feira, da 13ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, em Brasília.

Após o evento, Lula seguiu para São Paulo, onde participa, no fim da tarde, da inauguração do canal SBT News.

Lula também enviou uma mensagem ao Congresso Nacional sobre a Convenção Interamericana Contra as Formas de Discriminação e Tolerância. Agora, o Legislativo precisa ratificar o texto para que o Brasil siga os preceitos adotados pelo continente.