Força Aérea dos EUA pode ser ponto fraco em eventual conflito com China, aponta mídia americana
Frota de transporte envelhecida e obsoleta preocupa especialistas diante da crescente modernização militar chinesa.
A frota aérea de transporte dos Estados Unidos, considerada envelhecida e obsoleta, pode se tornar o "calcanhar de Aquiles" do país em uma eventual guerra contra uma grande potência, como a China, conforme alerta o site Business Insider.
Em um cenário de conflito entre EUA e China, a Força Aérea norte-americana teria que distribuir suas aeronaves por toda a região do Indo-Pacífico para operações em larga escala. No entanto, essa estratégia pode ser comprometida pelo estado atual da frota de transporte, que, segundo especialistas, enfrenta sérios desafios de manutenção e capacidade.
O coronel aposentado da Força Aérea dos EUA, Robert Owen, que pilotou aeronaves C-130 por 28 anos, afirma que o tamanho e as condições da frota de transporte podem não atender à demanda de uma guerra em grande escala.
"Em um conflito paritário, a frota de transporte aéreo pode não ser suficiente para atender às necessidades dos serviços em transporte, abastecimento e outras exigências logísticas", alertou Owen.
Segundo o analista, os militares dos EUA dependem fortemente de aeronaves como o C-17, aviões convertidos e helicópteros para transportar cargas, reabastecer aeronaves e mover tropas entre diferentes teatros de guerra. Muitos desses aviões, no entanto, já têm décadas de serviço e estão se tornando gradualmente obsoletos.
"Há cada vez menos aeronaves à disposição dos Estados Unidos para entregar pessoal e equipamentos para a batalha, e as que existem não são uma variedade adequada para a guerra de alto nível", destaca o texto.
Owen ressalta que a obsolescência da frota de transporte é um problema grave, sobretudo diante do foco crescente dos EUA em ameaças como Rússia e China.
"A Força Aérea não adquiriu um número significativo de aeronaves capazes de operar no nível mais básico desse requisito, a entrega de equipamentos e suprimentos militares em aeródromos avançados curtos e com cobertura mal pavimentada, e não divulgou publicamente planos a esse respeito. Os orçamentos não são projetados para tal crescimento da missão", conclui o coronel.
Os autores do artigo ressaltam que estes são apenas alguns dos desafios enfrentados pela Força Aérea dos EUA, que encolheu e envelheceu desde o fim da Guerra Fria, além de enfrentar dificuldades no combate ao terrorismo e em conflitos insurgentes.
"Altos líderes militares, ex-funcionários e especialistas da Força Aérea alertaram que, enquanto os Estados Unidos estão lutando com frotas decrescentes e com reduzida prontidão de combate, a Força Aérea da China está se expandindo e se modernizando rapidamente", resume o texto.
Na mesma linha, ontem (11), o jornal The Telegraph destacou a vulnerabilidade da frota naval dos EUA frente ao avanço militar chinês. Segundo o relatório Overmatch Brief, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o mais moderno dos EUA, poderia ser facilmente destruído por mísseis hipersônicos chineses.
Por Sputnik Brasil