PESQUISA QUAEST NO CONGRESSO

Avaliação de Hugo Motta recua, mas segue positiva; percepção sobre Lula melhora entre deputados

Levantamento mostra queda na aprovação do presidente da Câmara, mas melhora no cenário para Lula em 2026.

Por Sputinik Brasil Publicado em 12/12/2025 às 14:02
Deputados avaliam gestão de Hugo Motta e mostram melhora na percepção sobre Lula, aponta pesquisa Quaest. © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

Pesquisa Quaest aponta recuo na aprovação de Hugo Motta, mas mantém avaliação positiva entre deputados federais; percepção sobre Lula apresenta melhora.

De acordo com pesquisa da Quaest divulgada nesta sexta-feira (12), 55% dos deputados federais avaliam positivamente o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Apesar do índice permanecer acima da metade, representa uma queda em relação ao levantamento de junho de 2025, quando Motta tinha 68% de aprovação. Outros 30% classificam sua gestão como regular e 13% como negativa.

O levantamento ouviu 167 deputados, cerca de um terço da Câmara, entre 29 de outubro e 11 de dezembro, e apresenta margem de erro de 7 pontos percentuais.

A pesquisa também revela melhora na percepção dos deputados sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista, que antes tinha avaliação negativa superior à positiva, agora aparece em empate técnico: 38% avaliam Lula positivamente e 40% negativamente, ante 27% e 46%, respectivamente, no levantamento anterior.

Para a corrida presidencial de 2026, a avaliação de Lula também subiu: 43% dos deputados o veem como principal nome da disputa, contra 35% na pesquisa anterior. Já 42% acreditam que um candidato da oposição pode vencer no próximo ano.

A pesquisa mostra ainda que 90% dos deputados são favoráveis ao corte de supersalários no setor público e ao aumento da taxação de apostas esportivas (bets) para atingir a meta fiscal. Além disso, 65% apoiam o aumento da taxação de fintechs.

Sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, 42% dos deputados acreditam que um nome da oposição pode vencer sem o apoio dele, enquanto outros 42% consideram improvável uma vitória nessas condições.