MERCADO FINANCEIRO

Ambiente regulatório mais favorável impulsiona onda de fusões bancárias nos EUA, aponta Fitch

Relatório da Fitch destaca aceleração nas fusões após mudanças regulatórias e aprovação de novas normas para bancos e stablecoins.

Publicado em 26/01/2026 às 19:58
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Uma mudança significativa na política bancária federal provocou um aumento expressivo nas fusões de bancos nos Estados Unidos, segundo relatório da Fitch Ratings. O documento analisa como recentes alterações regulatórias estão transformando o cenário do setor financeiro no país.

A análise revela que a expectativa de um ambiente regulatório mais flexível sob a administração Trump, aliada à proposta de revogação das restrições impostas durante o governo Biden, acelerou imediatamente o ritmo de consolidações bancárias.

Durante o mandato de Biden, reguladores foram orientados, em julho de 2021, a intensificar o escrutínio das transações, ampliando os critérios de avaliação para além da tradicional análise da participação de mercado de depósitos.

O relatório da Fitch destaca, sobretudo, a redução do tempo para aprovação de fusões: a aquisição do Pacific Premier pelo Columbia Banking System foi autorizada em menos de quatro meses — um contraste marcante com os 15 meses exigidos pela administração anterior para aprovações semelhantes.

"Após a mudança de administração, os anúncios de negócios aumentaram acentuadamente à medida que os bancos antecipavam uma postura regulatória mais permissiva", afirma Anthony Di Tomasso, diretor associado de Instituições Financeiras da Fitch.

As alterações regulatórias previstas para 2025 também impulsionaram o volume e o porte das transações. Diante da perspectiva de instabilidade regulatória, a Fitch projeta que a atividade de fusões deve permanecer elevada, já que muitos agentes do mercado enxergam o momento atual como uma janela de oportunidade que pode ser breve, caso haja nova mudança política.

O relatório ressalta ainda a maior receptividade dos reguladores a novas cartas bancárias, especialmente após a aprovação do GENIUS Act em julho de 2025, que estabeleceu diretrizes para stablecoins.