DIREITOS DOS ANIMAIS

Manifestações pela morte do cão Orelha serão realizadas em capitais do Brasil; veja onde

Atos em homenagem ao cão Orelha, morto após agressões, acontecem neste fim de semana em várias cidades do país

Publicado em 30/01/2026 às 15:50
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Manifestações pela morte do cão Orelha estão programadas para este fim de semana em quase todas as capitais brasileiras. O objetivo dos protestos é cobrar justiça e a responsabilização dos envolvidos no caso que chocou o país.

Em São Paulo, a manifestação será realizada no domingo, 1º de fevereiro, a partir das 10h, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na Bela Vista. No interior paulista, Sorocaba também terá um ato, às 9h de domingo, no Pet Place do Parque Campolim.

No Rio de Janeiro, estão previstas duas caminhadas no domingo. A primeira começa às 10h, no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, na Glória, seguindo até o Copacabana Palace, em Copacabana. A segunda terá início às 16h, no Posto 2 de Copacabana, com destino ao final da Praia do Leme.

Em Brasília, o protesto ocorre no sábado, 31, a partir das 16h, no Parque Dog, localizado no Setor Sudoeste. A Associação Apdog, responsável pela organização, orienta que os participantes vistam roupas pretas em sinal de luto.

Em Florianópolis, cidade onde Orelha foi morto, a manifestação está marcada para as 10h de domingo, no trapiche da Avenida Beira Mar Norte, no centro. Em Salvador, o ato terá início às 10h de domingo, no Farol da Barra.

A morte do cão Orelha

Orelha morreu no início do mês após sofrer agressões na região da cabeça. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as lesões foram tão graves que o animal precisou ser submetido à eutanásia durante o atendimento veterinário, que buscava reverter seu quadro clínico.

A Polícia Civil foi informada do caso em 16 de janeiro. Quatro adolescentes são investigados por suspeita de agredirem o animal de forma violenta, com a intenção de causar sua morte. Parte das agressões teria se concentrado na cabeça do cão.

Na última segunda-feira, 26, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, mas ninguém foi preso. Dois deles estavam nos Estados Unidos e tiveram celulares e roupas apreendidos pela polícia na quinta-feira, 29, ao desembarcarem no Aeroporto Internacional de Florianópolis.

A defesa dos investigados afirmou que o retorno dos jovens ao Brasil foi articulado com a polícia e confirmou que eles entregaram os aparelhos telefônicos e outros pertences às autoridades em uma sala restrita do aeroporto. Os adolescentes também foram intimados a prestar depoimento.