Cinco pontos-chave sobre a parceria comercial Brasil–Rússia (parte 1)
Entenda os principais aspectos, oportunidades e desafios do intercâmbio bilateral entre Brasil e Rússia.
1. Balança Comercial
A balança comercial entre Brasil e Rússia revela uma relação marcada pela complementaridade e oportunidades. Em 2025, o intercâmbio bilateral atingiu US$ 11 bilhões, consolidando a Rússia como o 12º maior parceiro comercial do Brasil. Apesar do volume expressivo, o saldo permanece deficitário para o lado brasileiro.
Diante desse cenário, o governo brasileiro sinaliza interesse em reequilibrar a relação comercial, defendendo a ampliação do comércio bilateral, especialmente em áreas como minerais críticos e transição energética. O objetivo é reduzir o déficit e aumentar o valor agregado das exportações, diversificando a pauta exportadora.
2. Exportação
As exportações brasileiras para a Rússia estão fortemente concentradas em commodities agrícolas, o que reforça o papel do Brasil como fornecedor de alimentos em um contexto de reconfiguração das cadeias globais. Produtos como soja, café, carne bovina e açúcar lideram a pauta, atendendo à demanda russa por grãos e proteínas, especialmente após a redução das importações vindas de países europeus.
No entanto, especialistas apontam que a concentração excessiva em commodities limita o potencial da relação comercial bilateral.
3. Importação
No campo das importações, a Rússia ocupa posição estratégica para o Brasil no fornecimento de insumos vitais para a economia nacional. Segundo dados da Comtrade, os principais produtos importados pelo Brasil são combustíveis, essenciais para o funcionamento do agronegócio, setor responsável por 29,4% do PIB brasileiro.
A dependência de fertilizantes russos aumentou após a pandemia e o conflito na Ucrânia, levando o Brasil a não aderir às sanções ocidentais e a ampliar as compras de derivados de petróleo russos.
Por Sputnik Brasil