Quadro de saúde de Bolsonaro é "extremamente grave", afirmam médicos
Internado na UTI com broncopneumonia bilateral, ex-presidente enfrenta risco de morte; defesa volta a pedir prisão domiciliar ao STF
A equipe médica do hospital DF Star, em Brasília, classificou como "extremamente grave" o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a madrugada desta sexta-feira (13). Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana em ambos os pulmões, condição agravada por um histórico de refluxos e aspirações que o acompanham desde o atentado à faca sofrido em 2018.
Apesar de apresentar estabilidade clínica no momento, os médicos alertam para o risco iminente. "Uma pneumonia aspirativa pode evoluir para insuficiência respiratória e, sem intervenção, levar ao óbito", declarou o cardiologista Claudio Birolini. Segundo ele, o risco já havia sido detalhado em relatórios enviados ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Deterioração Progressiva
De acordo com o cardiologista Leandro Echenique, a saúde do ex-presidente, que completa 71 anos no próximo dia 21, vem sofrendo um processo de "deterioração gradual". O médico destacou o aumento na frequência das internações: desde abril do ano passado, esta é a sexta vez que Bolsonaro é hospitalizado.
O quadro atual foi desencadeado por crises severas de soluços, que induzem ao vômito reflexo e à consequente aspiração de conteúdo gástrico para os pulmões. "O número de intercorrências está aumentando momento a momento", afirmou Echenique, prevendo pelo menos sete dias de internação.
Embate Jurídico e Custódia
A internação ocorre em um momento de tensão entre a defesa de Bolsonaro e o Judiciário. O médico Brasil Caiado pontuou que o ambiente prisional pode ser negativo para a recuperação do paciente, argumento central utilizado pelos advogados para pleitear a conversão da pena em prisão domiciliar.
Atualmente, Bolsonaro cumpre pena na "Papudinha" (unidade prisional no DF), após condenação por liderar uma trama golpista pós-eleições de 2022. O ministro Alexandre de Moraes, que já negou pedidos anteriores citando a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente, autorizou desta vez que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro atue como acompanhante e liberou a visita dos filhos.
Boletim Médico Atualizado:
Sintomas: Febre alta, queda de saturação, sudorese e calafrios.
Tratamento: Antibióticos intravenosos e fisioterapia respiratória.
Estado: Consciente e sem necessidade de intubação.
Previsão de Alta: Indeterminada.