IMPACTO INTERNACIONAL

Preço de fertilizantes dispara com guerra no Oriente Médio e preocupa agronegócio brasileiro

Conflito no Golfo Pérsico eleva custos, restringe oferta e ameaça produção agrícola no Brasil

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 22/03/2026 às 03:20
Conflito no Oriente Médio eleva preços dos fertilizantes e preocupa agricultores brasileiros. © Sputnik / Sputnik / Ilia Naimushin

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou uma disparada nos preços dos fertilizantes, acendendo o alerta no agronegócio brasileiro.

Maior fornecedor do insumo ao Brasil, a China restringiu as exportações devido à instabilidade na região, agravando o cenário. Países como Irã e Catar, também importantes exportadores para o Brasil, enfrentam dificuldades para escoar os produtos pelo estreito de Ormuz, rota estratégica atualmente bloqueada pelo conflito no Golfo Pérsico.

No mercado internacional, a reação foi imediata: os preços dos fertilizantes agrícolas subiram significativamente. No Brasil, aproximadamente 40% do custo de produção agrícola é atribuído à importação desses insumos.

Segundo economistas ouvidos pelo Jornal Nacional, da TV Globo, o impacto pode não chegar aos preços finais dos alimentos caso os estoques dos produtores sejam suficientes para atravessar o período de conflito. No entanto, a próxima safra, prevista para o meio do ano, já deve sentir os efeitos da crise, podendo também afetar a primeira safra do próximo ano, dependendo da duração da guerra.

O preço da ureia, um dos principais fertilizantes, já subiu até 35% no país, levando vendedores a suspenderem ofertas e pressionando um setor altamente dependente de importações. Agricultores buscam alternativas mais acessíveis diante da alta dos preços.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, alertou para possíveis dificuldades no abastecimento de fertilizantes caso a instabilidade no Oriente Médio persista.

Em 2025, o agronegócio brasileiro importou um recorde de 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes, evidenciando a vulnerabilidade do setor a choques geopolíticos.