CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

Israel expande ofensiva e agrava crise humanitária no sul do Líbano

Destruição de infraestrutura e ataques a vilarejos aumentam tensão e deslocamento de civis na fronteira libanesa

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 22/03/2026 às 20:58
Ofensiva de Israel no sul do Líbano destrói infraestrutura e agrava crise humanitária na região. © Sputnik / Mikhail Alaeddin / Acessar o banco de imagens

Israel ampliou sua ataque militar no sul do Líbano , ordenando a destruição de infraestrutura em áreas próximas à fronteira, o que acirra os temores de uma escalada no conflito.

O ministro da Defesa, Israel Katz, determinou a demolição de pontes, edifícios e residências em vilarejos fronteiriços, sob a justificativa de que tais estruturas estariam sendo usadas pelo Hezbollah para fins militares. Neste domingo, tropas israelenses bombardearam uma ponte estratégica próxima a Qasmiye, localizada na principal rodovia costeira libanesa.

A ação levanta questões sobre a possível criação de uma zona militar controlada por Israel ao longo da fronteira. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou os ataques e alertou que a destruição de estradas e pontes pode ser “o prelúdio de uma invasão terrestre”.

Desde março, após o Hezbollah intensificar ataques com foguetes contra Israel, a resposta israelense incluiu bombardeios e incursões terrestres, resultando em milhares de mortos e mais de um milhão de deslocados no Líbano, agravando a já grave crise humanitária.

As autoridades israelenses sinalizaram que o conflito deve se estender. A porta-voz militar Effie Defrin afirmou que o país enfrentará “mais semanas de combates” contra o Irã e o Hezbollah. Já o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, classificou a operação como o início de uma campanha “de longo prazo”.

A escalada ultrapassa as fronteiras do Líbano, com Israel realizando ataques em Teerã e o Irã respondendo contra alvos israelenses. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que os ataques recentes, inclusive contra instalações sensíveis, colocam o conflito em uma “fase perigosa”.