Petróleo sobe com queda de estoques nos EUA e incertezas no Oriente Médio
Contratos do WTI e do Brent fecharam em alta nesta quarta-feira, 17, enquanto o mercado acompanhou dados de oferta, demanda e negociações envolvendo EUA e Irã.
O petróleo encerrou a sessão desta quarta-feira, 17, em alta, em meio à reação do mercado a notícias sobre oferta e demanda da commodity e aos desdobramentos no Oriente Médio. As especulações sobre um acordo entre Estados Unidos e Irã e os novos ataques de Israel contra o Líbano também influenciaram os negócios.
A decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), anunciada à tarde, manteve as taxas de juros inalteradas e teve impacto limitado sobre o mercado.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto avançou 1% (US$ 0,74), fechando a US$ 76,01 o barril.
Já o petróleo Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), terminou o dia com alta de 0,75% (US$ 0,59), cotado a US$ 79,55 o barril.
A commodity teve um pregão volátil e passou a subir nas primeiras horas do dia após a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmar que a retomada do tráfego no Estreito de Ormuz pode levar meses.
O avanço foi sustentado pela redução dos estoques dos Estados Unidos em volume muito superior ao esperado pelo mercado. Ainda assim, informações desencontradas sobre o acordo entre EUA e Irã limitaram a alta.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a endurecer o tom contra o Irã em coletiva após as reuniões do G7. Ele ameaçou o país com novos bombardeios em caso de revés no acordo e voltou a citar novas sanções contra a Rússia.
Para o TD Securities, o mercado concentra as atenções na reabertura do Estreito de Ormuz, com previsão de aumento no fluxo nas primeiras semanas devido à saída dos petroleiros retidos. No entanto, segundo o banco, “obstáculos técnicos” devem impedir o retorno aos níveis de trânsito pré-guerra dentro do prazo de 30 dias previsto no acordo, o que levaria a uma queda dos estoques também em julho e agosto.
“Isso sugere que os preços caíram demais no curto prazo, e o cenário para uma alta mais forte parece extremamente forte, diante da divergência abrupta entre o sentimento do mercado e os fundamentos do mercado, além da rápida redução dos estoques disponíveis”, afirmou o banco.
Na cúpula do G7, encerrada nesta quarta-feira, os países se comprometeram com sanções contra a Rússia e pediram um cessar-fogo no Líbano, diante das novas ofensivas de Israel no país.