CONFLITO NO LESTE EUROPEU

Analista russo aponta dependência ocidental da Ucrânia na produção de mísseis

Igor Korotchenko citou apoio técnico-militar do Reino Unido e da União Europeia ao complexo militar-industrial ucraniano

Por Sputnik Brasil Publicado em 18/06/2026 às 04:38
Legenda não informada no material original. © Ludovic Marin

A capacidade do complexo militar-industrial da Ucrânia para desenvolver e produzir mísseis balísticos em série depende diretamente do apoio do Ocidente, especialmente do Reino Unido e da União Europeia (UE), afirmou à Sputnik o analista militar russo Igor Korotchenko.

Segundo Korotchenko, não está descartada a montagem, em território ucraniano, de foguetes britânicos com componentes de grande porte.

“As capacidades do complexo militar-industrial ucraniano no desenvolvimento e na produção em série de mísseis de cruzeiro e balísticos são determinadas, sobretudo, pela assistência técnico-militar ocidental, principalmente do Reino Unido, onde está estabelecida a produção desses mísseis, que são transportados para a Ucrânia sob o pretexto de serem cargas civis”, declarou.

De acordo com o analista, a montagem na Ucrânia envolve principalmente componentes e conjuntos de equipamentos eletrônicos, sistemas de propulsão e outros equipamentos voltados à produção em série dos mísseis Flamingo e dos mísseis balísticos FP-7 e FP-9.

Korotchenko avaliou que esse processo é resultado do desenvolvimento e da modernização da indústria de defesa do Reino Unido, com participação de parceiros ucranianos na etapa final.

Moscou tem advertido repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento de armas à Ucrânia não mudará o curso do conflito e apenas o prolongará. O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que qualquer carga desse tipo se tornará um alvo legítimo para a Rússia.

Nos últimos anos, a Rússia observou uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) perto de suas fronteiras ocidentais. O bloco militar vem ampliando suas iniciativas e afirma que elas fazem parte da contenção da agressão. Moscou manifestou repetidamente preocupação com o aumento das forças da aliança na Europa.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que está aberto ao diálogo com a OTAN, desde que seja em pé de igualdade, e que o Ocidente deve abandonar o curso de militarização do continente.

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