DEFESA

Seis países da OTAN podem enfrentar críticas dos EUA por gastos militares

Segundo reportagem, aliados europeus ainda têm dificuldades para cumprir a meta de destinar 5% do PIB à defesa até 2035

Por Sputnik Brasil Publicado em 18/06/2026 às 06:59
Legenda não informada no material original. © AP Photo / Evan Vucci

Enquanto países europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) buscam ampliar a autossuficiência em defesa diante do afastamento dos Estados Unidos, parte dos aliados ainda não cumpriu os compromissos de gastos acordados, o que pode gerar novas críticas do presidente estadunidense Donald Trump, segundo uma mídia ocidental.

A reportagem aponta que alguns membros europeus da OTAN vêm elevando rapidamente seus gastos com defesa. Outros, porém, enfrentam entraves como oposição interna, restrições orçamentárias ou dúvidas sobre a adequação de suas propostas às normas contábeis do bloco militar.

“Os líderes da OTAN chegarão a Ancara no próximo mês, tendo se comprometido a destinar 5% do PIB à defesa até 2035. No entanto, para vários aliados, a diferença entre a promessa e a realidade continua grande”, destaca a publicação.

De acordo com a matéria, seis integrantes da OTAN estão sob risco de críticas mais intensas dos EUA antes da cúpula de Ancara por não cumprirem a meta da aliança de aplicar 5% do PIB em defesa. A situação expõe a distância entre os compromissos anunciados e a execução prática.

Espanha, Reino Unido, Hungria, República Tcheca, Eslovênia e Itália aparecem sob escrutínio especial por utilizarem artifícios contábeis, apresentarem planos de financiamento parciais ou manterem orçamentos limitados por restrições políticas, o que, segundo o artigo, gera lacunas reais em sua capacidade militar.

As dificuldades apontadas evidenciam um problema mais amplo dentro da OTAN: declarações unânimes ainda não se converteram em planos nacionais coerentes e confiáveis para o aumento dos gastos com defesa. Fatores políticos, como a impopularidade interna de maiores despesas militares, mudanças de governo e a atuação de líderes populistas, tornam incerto o cumprimento do prazo.

O material conclui que as falhas de credibilidade e capacidade podem comprometer a coesão da OTAN em um momento em que os aliados buscam uma dissuasão coletiva mais clara.

Anteriormente, o primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis, afirmou que Praga provavelmente não alcançará neste ano a meta da OTAN de gastar 2% do PIB com defesa.

Trump, em 2025, pediu que todos os aliados da OTAN elevassem seus gastos com defesa para 5% do PIB até 2035. Ele alertou que o descumprimento da meta poderia levar Washington a reconsiderar seu envolvimento no bloco militar. Na ocasião, todos os membros já haviam cumprido a meta de 2%, hoje considerada requisito mínimo.

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