Terras raras podem ampliar papel do Brasil na economia verde, aponta jornal
Reportagem cita potencial econômico, interiorização da produção e necessidade de investimentos em pesquisa, mão de obra e políticas públicas
Os metais de terras raras encontrados no Brasil podem alterar a trajetória econômica do país e colocá-lo em posição de destaque entre as nações mais prósperas, segundo reportagem do jornal Estado de Minas.
De acordo com a publicação, o avanço da cadeia produtiva de terras raras tende a levar a produção para o interior, com geração de infraestrutura, serviços e arrecadação, além de transformar municípios interioranos em novos polos econômicos.
“Em 2026, as terras raras deixam de ser apenas um tema técnico e passam a ocupar um papel central na agenda econômica e estratégica do Brasil, em um cenário de transição energética, digitalização acelerada e busca por cadeias de suprimentos mais seguras, trazendo para o debate nacional questões de política industrial, soberania tecnológica e oportunidades de reposicionamento do país na economia verde e na indústria digital”, destaca a publicação.
A matéria aponta que a expansão dessa cadeia produtiva no Brasil deve elevar a demanda por profissionais especializados e abrir espaço para a criação de polos de inovação voltados à Indústria 4.0 e à economia verde.
As terras raras são consideradas fundamentais para a digitalização e a transição energética, por estarem presentes em motores eficientes, turbinas eólicas, veículos elétricos e infraestrutura de TI. Nesse contexto, a diversificação de fornecedores passou a ser tratada como prioridade global.
Segundo o texto, o Brasil pode ganhar relevância em áreas críticas, como defesa, espaço e energia limpa, desde que enfrente os desafios ambientais relacionados ao refino e à gestão de rejeitos, com processos mais sustentáveis e maior controle.
A verticalização da produção e a recuperação de materiais reciclados também são apontadas como caminhos para aumentar o valor agregado nacional e favorecer um modelo circular. Apesar disso, o país ainda depende do exterior nas etapas mais avançadas de beneficiamento.
Para reduzir essa dependência, a reportagem afirma que é necessário investir em pesquisa, formação de mão de obra e políticas públicas, aproveitando a janela de oportunidade antes que o mercado global se consolide sem a participação brasileira.
O material também registra que a professora aposentada da Universidade de Brasília, Maria Luiza Falcão Silva, afirmou anteriormente que, por deter o segundo maior volume de metais de terras raras do mundo, o Brasil deve declarar suas posições de forma mais firme e ousada no cenário internacional.
Em artigo publicado no Brasil 247, a professora defendeu que, diante do aumento da importância das terras raras na economia moderna, o Brasil deve atuar como protagonista, em igualdade de condições com as demais potências mundiais.
Por Sputinik Brasil