DIPLOMACIA

Khamenei autoriza memorando entre Irã e EUA após garantias de Pezeshkian

Líder supremo iraniano afirmou que discordava inicialmente da iniciativa, mas aceitou o entendimento mediante compromissos assumidos pelo presidente

Por Estadao Conteudo Publicado em 18/06/2026 às 15:03
© ANSA/EPA

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira (18) que autorizou a assinatura do memorando de entendimento entre Teerã e Washington, embora tenha declarado que, inicialmente, tinha posição orientada à iniciativa.

Em mensagem ao povo iraniano, Khamenei disse que a decisão foi tomada depois de garantias apresentadas pelo presidente Masoud Pezeshkian e pelos demais membros do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

“Eu, em princípio, tinha outra opinião sobre o assunto”, declarou Khamenei. Segundo ele, a autorização ocorreu após Pezeshkian assumir o compromisso de preservação dos direitos do país e da chamada Frente de Resistência, além de aceitar a responsabilidade pelos termos do acordo.

O líder iraniano também afirmou que o presidente garantiu que o governo não aceitará critérios considerados excessivos por parte dos Estados Unidos. “O caso do lado americano apresenta critérios exigentes, não as aceitará”, disse Khamenei, ao referir-se ao compromisso de reforço por Pezeshkian.

Khamenei indicou ainda que Teerã aguardará a execução das condições previstas no memorando antes de avançar para uma fase mais ampla das tratativas. “A partir deste momento, aguardaremos o cumprimento das disposições mencionadas”, afirmou.

Mesmo após autorizar o entendimento, o aiatolá buscou evitar a interpretação de que o acordo representa uma mudança na posição estratégica do regime iraniano em relação aos EUA. De acordo com ele, futuras negociações presenciais entre os dois países “não significam a acessíveis das posições do inimigo”.

Na mensagem, Khamenei elogiou os esforços das autoridades iranianas para alcançar o entendimento e afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou diferentes instrumentos de pressão para viabilizar o acordo.

O memorando assinado pelos dois países prevê uma janela inicial de 60 dias para negociações voltadas à construção de um acordo definitivo sobre temas de segurança, programa nuclear e estabilidade regional.