SETOR ELÉTRICO

Paulo Pedrosa defende CP 33/2025 e autorregulação para reduzir riscos no setor

Presidente da Abrace Energia afirmou, no Enase 2026, que medidas podem fortalecer a governança e o monitoramento prudencial do mercado

Por Estadao Conteudo Publicado em 18/06/2026 às 15:33
Geraldo Magela/Agência Senado Mesa: presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Paulo Pedrosa; presidente executivo da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marcos Madureira; presidente eventual da CI, senador

O presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace Energia), Paulo Pedrosa , defendeu nesta quinta-feira, 18, a importância da CP 33/2025 e da autorregulação da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) para que o setor atravesse a atual conjuntura em uma condição mais sólida.

Ao participar do Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase) 2026, no Rio de Janeiro, Pedrosa afirmou que as medidas podem contribuir para a melhoria do ambiente de risco setorial.

“Há uma pauta contundente com a CP 33, e o monitoramento prudencial, e a autorregulação que pode nos levar a uma melhoria efetiva do cenário de risco setorial”, disse.

Segundo Pedrosa, a autorregulação foi aprovada em um processo baseado nas melhores práticas de mercado e passará a vigorar em agosto. Ele informou ainda que está sendo estruturada uma área de supervisão dentro da Abraceel.

"A autorregulação foi aprovada em um processo espelhado nas melhores práticas de mercado e começa a vigorar em agosto. Está sendo estruturada uma área de supervisão dentro da Abraceel e, em janeiro de 2027, serão instaladas as comissões e os conselhos que vão analisar os casos", complementou.

De acordo com o presidente da Abrace Energia, uma entidade já distribuiu a todos os associados a integridade do código inicial de processo de conduta. Para ele, a maturidade do mercado exige uma postura proativa na autorregulação de práticas, sem depender de intervenções externas, com evolução contínua da governança.

"É um divisor de águas. Nós estamos dentro dessa pauta até o último fio de cabelo", afirmou.