INVESTIGAÇÃO

PCDF pede aval ao STF para ouvir Bolsonaro sobre arma apreendida com segurança

Polícia informou que tentativa de intimação pessoal do ex-presidente não foi cumprida; depoimento pode ocorrer por videoconferência

Por Sputnik Brasil Publicado em 18/06/2026 às 19:07
PCDF pediu ao STF autorização para ouvir Bolsonaro em investigação sobre arma apreendida © AP Photo / Eraldo Peres

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para intimar e colher o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na investigação sobre uma arma de fogo apreendida com um de seus seguranças.

A solicitação foi encaminhada nesta quinta-feira (18) pela 17ª Delegacia de Polícia. No ofício enviado ao STF, o delegado Thiago Boing, responsável pelo caso, relatou que uma tentativa de intimação pessoal do ex-presidente não foi concluída.

“Esclarece-se que a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando”, informou o delegado no documento.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 24 de março, quando recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, após tratamento de uma pneumonia bacteriana.

Se o pedido for autorizado pelo STF, o depoimento do ex-presidente está previsto para ocorrer por videoconferência na próxima quarta-feira (24), às 15h.

A investigação começou depois da apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros e de um carregador sobressalente durante uma blitz realizada na noite de segunda-feira (15), em Taguatinga. O veículo abordado, um Honda Civic, era conduzido por um servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que afirmou aos policiais que a arma pertencia ao ex-presidente.

Na delegacia, o motorista declarou que o armamento havia sido entregue a ele por causa de uma pane e que a retirada, no próprio dia 15, tinha como objetivo encaminhá-lo para reparo. Segundo o depoimento, a pistola seria devolvida no dia seguinte.

Na quarta-feira (17), a defesa de Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente é o proprietário da arma e sustentou que o armamento foi entregue ao segurança para ser levado ao conserto. Os advogados também argumentaram que Bolsonaro não está impedido de manter a arma em sua residência.