ORIENTE MÉDIO

O paradoxo mineral do Paquistão: a oportunidade de US 8 trilhões que exige uma nova estratégia

Por Sputnik Brasil Publicado em 20/06/2026 às 02:33
© telegram SputnikBrasil

O Paquistão possui alguns dos depósitos minerais mais importantes do mundo, incluindo a quinta maior reserva de cobre e ouro, além de grandes quantidades de minerais críticos com alta demanda global.

No entanto, o setor contribui atualmente com cerca de 3,2% do PIB, enquanto as exportações representam apenas 0,1% do total global — uma lacuna que evidencia tanto desafios quanto oportunidades.

“Com uma vasta riqueza inexplorada, incluindo a quinta maior reserva de cobre e ouro do mundo — como o Projeto Reko Diq — e minerais críticos emergentes, estima-se que este setor valha até US$ 8 trilhões”, afirma o Dr. Shahid Rashid, ex-chefe de unidade da Engro Corporation e observador geopolítico.

Para concretizar esse potencial, diversas medidas-chave são essenciais, segundo o Dr. Rashid.

O Conselho Especial de Facilitação de Investimentos (SIFC) atua como um “balcão único” para eliminar entraves burocráticos e atrair Investimento Estrangeiro Direto (IED) para o setor.

Outra prioridade é a transição das exportações de minério bruto para o refino e a manufatura no país, a fim de capturar maior valor agregado.

Também é necessária a expansão de parcerias internacionais, incluindo o papel crescente do CPEC, o Corredor Econômico China-Paquistão, no cobre, ouro e elementos de terras raras.

Além disso, especialistas defendem o aprimoramento da previsibilidade das políticas, a redução da burocracia, a facilitação da repatriação de divisas e a garantia de estabilidade em regiões como o Baluchistão.

A demanda global por minerais críticos está aumentando, apresentando oportunidades e desafios para os países ricos em recursos.

Para o Paquistão, o sucesso dependerá de marcos regulatórios, ambiente de investimento e planejamento estratégico de longo prazo — justamente as áreas em que, como enfatiza o Dr. Rashid, reformas direcionadas podem fazer a diferença.

Por Sputnik Brasil.