PF prende no Brasil casal suspeito de enviar armas ao Comando Vermelho
Ação teve apoio de autoridades do Suriname; investigados também são apontados por suposta lavagem de dinheiro para o grupo criminoso
A Polícia Federal prendeu, no último sábado (20), um casal que estava no Suriname e é suspeito de enviar armas ao Comando Vermelho (CV) no Brasil. Marido e mulher também são investigados por suposta atuação na lavagem de dinheiro para o grupo criminoso brasileiro.
De acordo com a PF, a prisão ocorreu em uma ação conjunta com autoridades do Suriname e com o destaque da Adidância da Polícia Federal em Paramaribo, capital do país sul-americano.
Conforme publicado pelo portal Terra, Arnaldo Ribeiro seria responsável pelo repasse das armas ao CV, enquanto Denise Mendonça teria papel central na logística e na parte financeira da operação. Os dois estão detidos em Belém (PA), onde foram resgatados por agentes da Polícia Federal no desembarque no Brasil.
A Justiça brasileira também autorizou o bloqueio e o sequestro de bens no valor de cerca de R$ 500 milhões entre os investigados na ação. Além do casal, a investigação inclui um operador financeiro no Rio de Janeiro e um segundo suspeito em Tabatinga (AM), ambos também detidos.
O Comando Vermelho entrou na mira dos Estados Unidos há alguns meses e, ao lado do Primeiro Comando da Capital (PCC), recebeu, em 28 de maio, a designação de grupo “terroristas globais especialmente designados”.
O governo federal afirmou que o país segue empenhado no combate às organizações criminosas que atuam em território nacional. Em nota divulgada à época, o Planalto criticou a tentativa de politização da segurança pública e classificou como "deplorável" a atuação de brasileiros que buscam apoio de autoridades estrangeiras para interferir em questões internas do país, sem citar explicitamente a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca, realizada dias antes da designação.
Por Sputinik Brasil